Ser Evangélico: Toda igreja local deve crescer (Parte III)

Ser Evangélico: Toda igreja local deve crescer (Parte III)


Por Roberty Lauar
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Toda igreja local deve crescer. Se a sua igreja não está crescendo, ela está espiritualmente doente. Lucas mostra em Atos dos Apóstolos que a igreja crescia pela vontade de Deus. É Ele quem produz o crescimento da sua igreja. Esse crescimento, contudo, é promovido por Deus em resultado ao trabalho dos crentes que obedecem à Grande Comissão. Observem que em Atos, a igreja crescia por ação de Deus e pelo trabalho missionário dos irmãos. Lucas apresenta cinco maneiras como a igreja crescia ou como ela deve crescer hoje: crescimento geográfico, numérico, espiritual, verdadeiro e rápido.
1. CRESCIMENTO GEOGRÁFICO
O crescimento geográfico é a expansão do evangelho a partir da igreja local, de forma simultânea, até aos confins da terra. O versículo chave: “Mas receberei o poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, com toda a Judéia e Samaria, até aos confins da terra”. (1.8). Observe que este versículo serve como esboço para o conteúdo do livro de Atos:
O evangelho se propaga por toda Jerusalém e Judéia – capítulos 1-7.
O evangelho se propaga por Samaria e regiões vizinhas – capítulos 8-l2.
O evangelho se propaga a terras distantes – capítulos 13-28
Em síntese: Missões locais, missões regionais e missões internacionais.
Toda igreja local deve ter uma visão de crescer geograficamente financiando missões, plantando igrejas, sustentando missionários em diversas regiões.
2 . CRESCIMENTO NUMÉRICO
O crescimento numérico é o aumento natural do número de pessoas convertidas pelo Espírito Santo e acrescentadas à igreja. Lucas não esconde o fato de que a igreja crescia numericamente, por isso ele fez seus resumos em Atos.
l.l - 6.7 – Nos fala do crescimento da Igreja de Jerusalém e finaliza com um resumo: Crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número de discípulos; muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé. A igreja crescia e se multiplicava em número de membros que obedeciam ao chamado eficaz de Deus. O crescimento era resultado direto da pregação e do ensino dos apóstolos.
6.8 - 9.31 – Descreve a divulgação do cristianismo através da Palestina e o martírio de Estevão, que foi seguido pela pregação em Samaria. Finaliza com o resumo: A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor e no conforto do Espírito Santo, crescia a número. Em todos os lugares a igreja aumentava em número de membros. Duas razões são apontadas para esse aumento: Os crentes viviam no temor do Senhor e experimentavam o conforto do Espírito Santo.
9.32 - l2.24 – Inclui a conversão de Paulo, a Igreja de Antioquia e a aceitação de Cornélio. O resumo é: “Entretanto a palavra do Senhor crescia e se multiplicava”. A igreja crescia e multiplicava-se numericamente por meio da propagação da Palavra de Deus, a despeito dos ataques externos à igreja.
12.25 - l6.5 – Fala da propagação da igreja na Ásia Menor e da pregação pela Galácia. Finaliza: Assim as igrejas eram fortalecidas na fé e aumentavam em número dia a dia. A igreja crescia em número de membros, diariamente, como resultado de uma evangelização eficaz.
16.6 - l0.20 – Relata a expansão da Igreja na Europa e nas cidades grandes como Corinto e Éfeso: Assim a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente. A igreja crescia por causa da poderosa pregação da Palavra de Deus. O evangelho prevalecia contra a magia e o paganismo.
L0.21 - 28.31 – Nos fala da chegada de Paulo em Roma e de sua prisão ali. Termina com uma descrição de Paulo: Pregando o Reino de Deus e com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus. O que começou há trinta anos atrás em Jerusalém termina em Roma, numa casa alugada. Com toda intrepidez e sem impedimento, o reino de Deus está sendo pregado e produzindo frutos.
O crescimento numérico é destacado por Lucas como algo natural à igreja. Um princípio espiritual é estabelecido como norma: a igreja cresce naturalmente, quando ela obedece a Grande Comissão.

Caro Roberty Lauar,
Gostaria de comentar sua matéria na edição 21 sobre religião, onde fala das igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais. Gostei da matéria, inclusive da colocação do sociólogo Eduardo Guilherme de Moura Paegle. Porém, gostaria de dar minha contribuição, se permitires. As datas de fundações estão trocadas, a igreja Luterana dá início  em 1517.  Já a igreja Presbiteriana dá início bem após a data colocada, e, de forma secreta.
Já a igreja Anglicana, não foi fundada pelo Rei Henrique VIII. A igreja Anglicana começa muito antes, no século I. O papa Gregório Magno no final do século VI ainda não conhecia a igreja inglesa (de origem celta) até que um dia ele elogia algumas crianças inglesas que estavam em Roma e pergunta de onde elas eram. Quando disseram que elas eram anglas, ele diz, são anjos. Depois disso procurou saber sobre o cristianismo na Inglaterra. Então, no ano de 597 enviou 30 missionários para fazer contato com a igreja cristã na Inglaterra. Estes missionários foram liderados pelo missionário Agostinho, este que posteriormente foi ser o primeiro bispo da Cantuária.
No Ano de 664, eles fazem uma fusão e a igreja inglesa (anglicana) passa a ser Romana. Porém, bem depois foi que o Rei Henrique VIII desejando seu segundo matrimônio, faz o primeiro rompimento com a igreja Romana em 1534. Depois de sua morte seu filho assume o trono, Eduardo VI. Após Eduardo, foi sua filha conhecida como Maria a Louca porque mandou matar os bispos reformados protestantes. Foi então que, quando ela assume o trono, se une novamente a Igreja Romana.
A igreja anglicana passa a ser instituída como uma igreja protestante, somente após o reinado da rainha Elizabeth I.
Grande abraço,
Sharles Cruz, Pr.
Diretor Geral da EBCB