Meio Ambiente

Revitalização da Lagoa Central (Parte IV) Jardins Filtrantes

O uso de jardins filtrantes, ganha força mundo afora, seja para tratar água de chuva, lagoas, efluentes industriais etc.
Esta tecnologia foi desenvolvida por uma empresa francesa. Este método é utilizado para tratar esgotos domésticos e efluentes industriais (Efluente industrial é o despejo líquido proveniente de um estabelecimento industrial, compreendendo emanações de processo industrial, águas de refrigeração, águas pluviais poluídas e esgoto doméstico), além de realizar a biorremediação de solos e revitalizar rios e lagos. Com tecnologia simples, os projetos são baseados em 5 princípios:
Tratamento; paisagístico; biodiversidade; econômico e gestão.
O tratamento de esgotos industriais, além de utilizar vários tipos de plantas, tem seu custo baixo e não utiliza produtos químicos.
Estas plantas e micro-organismos digerem matéria orgânica que correriam direto para rios e lagos perturbando o seu equilíbrio
Este processo dos Jardins Filtrantes imita a natureza, por isso é de baixo custo e muito eficiente, além é claro de manter as águas longe da poluição. Está espalhado por todos os cantos do mundo como: China, Índia, França, Brasil etc.
Aqui em Lagoa Santa a revitalização da Lagoa Central poderia se dar a partir de um projeto como este. Todos são da opinião de que nosso cartão postal merece ser tratado com mais carinho e atenção. Para alegria geral este projeto acaba de ser apresentado ao Prefeito, Dr. Fernando, foi discutido no CODEMA, e apresentado ao Ministério Público local.
Todos foram unânimes em apontá-lo como uma grande ferramenta para a revitalização da Lagoa Central; o que atrairia eventos náuticos (vide presença da Confederação Brasileira de Canoagem), lazer e divisas.

Nesta série de reportagens exclusivas do JD – Jornal Diferente, demonstramos qual é o processo para a implantação deste projeto inovador, suas vantagens ecológicas, paisagísticas e financeiras que beneficiariam toda a cidade, agora é aguardar os estudos para a sua viabilização e implantação definitiva.

 

Revitalização de Rios e Lagos pelo mundo (Parte I)

A principal causa da poluição de rios, lagos e lagoas é igual no mundo inteiro; o crescimento exponencial da população exige mais exploração dos recursos naturais acima da capacidade de recuperação natural do ecossistema. Quanto mais pessoas se acomodam numa cidade, mais água é consumida, mais esgoto é lançado, mais lixo é descartado, e mais indústrias aparecem.
As cidades que não tem planejamento e estrutura para esse crescimento desordenado, acabam descuidando do meio ambiente, o que leva à desmatamentos, poluição do ar, ilhas de calor, engarrafamentos extensos, surgimento de lixões, proliferação de doenças, poluição das águas,  entre outros problemas.
As cidades privilegiadas com a presença de rios, lagos e lagoas em seu território, não sabem aproveitar o potencial desses corpos hídricos para a qualidade de vida da região. Pelo contrário, a maioria dessas cidades utiliza essas águas para despejo de esgoto, lixo e até de substâncias químicas. E a culpa nem sempre é do morador, pois quem devia apresentar uma solução viável para a população é a Prefeitura.
Um estudo da ONU apontou que entre os 500 maiores rios do mundo, mais da metade enfrenta sérios problemas de poluição. No Brasil, o maior problema é o Rio Tietê. Quando passa pela região metropolitana de São Paulo, ele recebe quase 400 toneladas de esgoto por dia e nele só sobrevivem organismos que não precisam de oxigênio pra sobreviver, como certas bactérias e fungos.
Mas o rio mais poluído do mundo fica na Indonésia, o Rio Citarum. Esse rio é vítima de descargas de cerca de 500 fábricas que não fazem tratamento químico específico e lançam as substâncias tóxicas no rio. E para “ajudar” a população deposita todos os tipos de detritos humanos.
O maior caso de sucesso de revitalização de um rio é o Rio Tâmisa, na Inglaterra. O rio foi considerado o mais sujo da Europa no século XIX, exalava mau cheiro e provocou surtos de cólera, mas começou a mudar na década de 60, quando um sistema de estações de tratamento removeu quase 100% dos esgotos lançados no rio, que hoje tem peixes vivendo em toda a sua extensão, e faz parte de passeios turísticos de Londres.
O maior problema da recuperação dos corpos hídricos no Brasil é que em vez de todo o esgoto passar por tratamento químico, os encanamentos utilizam sistema de separador absoluto, onde a água da chuva recolhida pelos bueiros corre numa tubulação (galeria pluvial) e o esgoto em outra. Dessa forma, não há tratamento do esgoto vindo da galeria pluvial que junto com ligações de esgoto clandestinas provocam a poluição do rio.
A solução para despoluir um corpo hídrico é acabar com todas as ligações clandestinas, e aplicar um sistema de tratamento ou instalar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para tratar todos os efluentes da cidade, e inclusive a água da chuva que é tão suja quanto o próprio esgoto, pois “lava” as ruas e carrega o lixo do chão. E é mais fácil despoluir um rio do que um lago e uma lagoa, porque um rio tem a capacidade de recuperação natural devido a sua vazão de água. Mas cada caso é um caso. (Continua)
 

ICM Ecológico, dinheiro verde para a cidade

Por Lucas Amaral
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O ICMS é a sigla utilizada para Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, taxa cobrada sob competência dos Estados brasileiros e do Distrito Federal. Ou seja, são tributos adquiridos sobre operações relativas a circulação de mercadorias e prestações de serviços, e é uma das principais fontes de recursos financeiros para a consecução das ações governamentais. A Constituição Federal de 1988 estabelece que uma fração do ICMS deve ser repassada aos municípios por meio de políticas específicas aprovadas por lei.
Em 1995, Minas Gerais aprovou uma lei que ficou popularmente conhecida como “Robin Hood”, criando critérios para a distribuição da cota-parte do ICMS, visando melhorias na qualidade de vida da população de regiões mais pobres e incentivar a aplicação social dos recursos. Definiu-se, então, que as variáveis seriam: Valor Adicionado Fiscal (VAF), Área Geográfica, População, População dos 50 mais populosos, Educação, Produção de Alimentos, Patrimônio Cultural, Saúde, Receita Própria, Cota Mínima e Meio Ambiente.
A Constituição Federal estabelece que o montante de 25% do ICMS arrecadado pelo Estado seja repassado aos municípios. Desse total, o correspondente a 1,1% é dirigido ao critério “Meio Ambiente”, conhecido também como ICMS Ecológico. Um dos pioneiros na adoção dessa variável é o Governo do Estado de Minas Gerais. Ele repassa recursos financeiros às cidades comprometidas com a preservação ambiental, feita através da proteção e conservação da sua cobertura vegetal e da resolução de problemas relacionados ao saneamento.
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Renovação do Conselho da Apa Carste de Lagoa Santa – MG

Por Flávia Rossi
Secretária Executiva do Conselho da APA Carste Lagoa Santa

Nesta quarta feira, dia 11 de julho, foi renovada a posse do Conselho Consultivo  da APA Carste de Lagoa Santa. 
O conselho conta com 28 instituições que representam os diversos seguimentos sociais que atuam na região: - associações, sindicatos, ONGs ambientalistas, museus, seguimento do turismo, mineradoras da região, órgãos públicos estaduais e a universidade federal, além dos secretários de meio ambiente dos 5 municípios que compõem a APA: - Lagoa Santa, Confins, Pedro Leopoldo, Matozinhos e Funilândia.
Este conselho foi instituído pela portaria nº 21 de 10 de março de 2010, do Presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio e agora teve seu mandato renovado por mais 2 anos, atendendo determinação do regimento interno.
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A importância da boa gestão ambiental nos municípios

De acordo com a Constituição Federal, o ICMS arrecadado pelo estado (cujos fatos geradores ocorreram nos municípios), deve ser repartido na proporção de 75% para o estado e 25% aos municípios. Para a distribuição desses 25%, o estado pode legislar criando critérios próprios até o montante de ¼ desse valor. Os critérios ambientais que possam estar inseridos nesse ¼ são o que chamamos de ICMS Ecológico, podendo receber outros nomes conforme o estado.
Pode-se considerar que o ICMS Ecológico é uma forma de fazer com que os recursos financeiros arrecadados pelo estado possam chegar à menor escala de esfera de poder, com base em critérios ambientais.
Ocorre que, para fins de conservação de biodiversidade, a menor escala é a propriedade, seja ela pública ou particular. Desse modo, é desejável que o município trabalhe com inteligência administrativa os recursos oriundos do ICMS-Ecológico, investindo não apenas em obras públicas e sociais, mas em projetos ambientais que incrementem a Gestão Ambiental Municipal e valorizem as áreas naturais protegidas.
Essa lógica de gestão vem sendo desenvolvida em diversos municípios onde existe legislação estadual de ICMS Ecológico, (Caso de Minas Gerais). Visto que os fatores qualitativos e quantitativos para o cálculo desse repasse englobam o percentual de áreas protegidas e o bom uso dos recursos para fins ambientais, tem-se o início de um círculo virtuoso tendo em vista que quanto melhor a qualidade da gestão ambiental municipal maior o índice de participação no bolo do ICMS, tornando ainda maior a quantidade de recursos financeiros a ser percebida pelo município.
 

Aprenda como fazer uma horta orgânica em casa

Você tem um cantinho no quintal ou na varanda do apartamento que pega sol pelo menos algumas horas do dia? Então a boa notícia é que você pode cultivar seus alimentos de forma orgânica, na sua casa mesmo.

Se você tiver espaço para fazer um canteiro no jardim ou no quintal, ótimo! Se não tiver, não se desespere: dá para cultivar em vasos e jardineiras também!

Atenção para as dicas:
Para cultivar hortaliças em vasos ou jardineiras:
Passo 1: Encha um terço do vaso ou jardineira com pedriscos ou argila expandida para facilitar a drenagem. Lembre-se que os vasos devem ter furos para drenagem no fundo.
Passo 2: Coloque no vaso a seguinte mistura: 2 partes de terra comum, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de húmus, enchendo quase até a borda do vaso.
Passo 3: Espalhe um pouco de areia.
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O Mundo com sede

A natureza pode ser irônica quando responde às agressões causadas pelo homem. Exemplo disso é a relação da humanidade com a água, o líquido mais abundante da Terra. Tratamos tão mal nosso planeta que acabamos nos colocando numa realidade catastrófica, de dupla face: ao mesmo tempo que corremos o risco de afogar nossas cidades sob a água salgada do mar, padecemos da falta de água doce.
    De um lado, está o aquecimento global, com o conseqüente derretimento das geleiras e a elevação do nível dos mares, que ameaça desalojar bilhões de habitantes das zonas litorâneas. De outro, há o esgotamento das reservas de água potável do planeta.
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O que é meio ambiente?

Foto: DivulgaçãoO meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não-vivas do planeta ou em alguma região dele, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. É o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes:
- Completo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural mesmo com uma massiva intervenção humana e outras espécies do planeta, incluindo toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas,atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites.
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Por que preservar o meio ambiente?

Foto: DivulgaçãoÉ preciso preservar para continuarmos existindo, assim com todas as espécies de nosso planeta. Mas para que isso aconteça, é necessário que todo esse ecossistema colabore entre si e interaja em paz.
     O consumo desenfreado de matérias primas sem reposição, a poluição, o desmatamento, entre outros estão consumindo todos os recursos naturais do planeta e dentro de algumas décadas tais recursos não estarão mais disponíveis.
      Os ambientalistas partem da teoria da evolução de Charles Darwin, que afirma que os seres humanos são animais como quaisquer outros, frutos da evolução das espécies, ou seja: todos os seres humanos vêm da natureza. E que precisamos conservá-la, para assim conservarmos a nós mesmos.

 

Uma horta orgânica em sua casa

Foto: DivulgaçãoEm qualquer que seja seu espaço
Nossas avós costumavam ter no quintal uma pequena horta de temperos e algumas hortaliças.
Alimentos frescos para a mesa da família, produzidos em casa.
Quando criança, muitos de nós acompanhavam nossas mães ao mercado onde havia uma banca que vendia mudinhas diversas, das hortaliças às plantas para colocar no pomar e jardim.
Com o tempo caiu em desuso e com a facilidade de compra em supermercados e feiras livres espalhadas pela cidade, aliadas ao grande aglomerado de edifícios, “cultivar em casa” não se usava mais.
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