Minha casa, minha vida: nova tendência do mercado

Minha casa, minha vida: nova tendência do mercado


Entrevista com Cássio
Classe A Imóveis


Cassio Sette Câmara é proprietário da Empresa Century 21/Classe A Imóveis e é um entusiasta do programa Minha Casa, Minha Vida. Cássio diz que o perfil do comprador de imóveis em Lagoa Santa mudou, ao invés de sítios e lotes, agora procuram apartamentos e casas de menor valor (geminadas ou não). Diz que esta nova tendência contempla as classes “C e D”. Antes a procura maior era para casas em condomínios e loteamentos e que o mercado está se adaptando em função das pessoas que vêm de fora, não mais simplesmente a procura de descanso ou qualidade de vida. Este novo consumidor está à procura de imóvel de menor valor e que dê menos despesa. O imóvel para a classe “C” é a nova tendência de Lagoa Santa. Diz que em março, irá lançar, no Bairro Lagoinha de Fora um empreendimento com a chancela do programa: “Minha Casa, Minha Vida” e que as pessoas interessadas devem procurar sua empresa e se cadastrarem logo. Os interessados podem adquirir sua casa ou Apartamento com mais ou menos 50 m², com 02 quartos, sala, bhº e cozinha, pagando somente R$ 2 mil de entrada, utilizando a renda FAMILIAR, utilizando também seu FGTS e ainda recebendo como subsídio do governo o valor de até R$ 17 mil, para compra de imóveis, avaliados pela CEF em até R$ 130 mil que não tenham mais de 06 meses de Habite-se. Segundo Cássio, a verticalização é uma necessidade, pois economiza para a cidade em redes de esgoto, água, luz, etc. A realidade de Lagoa Santa e cidades da região é a de crescimento e mudanças rápidas. Vejam que Belo Horizonte é a única capital no mundo que tem o Aeroporto ao contrário da zona Sul e nós estamos bem ao lado dele. Em sua contabilidade, Cássio diz que os imóveis do projeto “Minha Casa, Minha Vida” vendem rapidamente. Acima deles encontram-se os imóveis entre R$ 130 mil e R$ 250 mil, que ainda se consegue vender. Os proprietários de imóveis entre R$ 250 mil e R$ 700 mil estão encontrando dificuldades para vendê-los, pois em geral não têm os mesmos benefícios que os de mesmo valor em BH, ou seja, proximidade com Shoppings, Hospitais, Escolas, Lazer, etc. Este público não anima vir para Lagoa Santa pela falta deste conforto. Cássio acredita também que os imóveis acima de R$ 1 milhão e que estão em Condomínios de Luxo, não encontram dificuldades para serem vendidos, pois, em geral, quem os compra já tem outro imóvel e está à procura de um 2º para descanso nos fins de semana. Outro alerta dado por Cássio para a dificuldade de se vender aptºs em Lagoa Santa é a falta de imóveis com “Entrada de Serviço”, com no mínimo 02 vagas na garagem, com portaria completa, com piscina, comm área de lazer, etc. Alguns prédios não são dotados de elevador. Essa é uma lacuna que precisa ser preenchida pelos empreendedores. Faltam também imóveis comerciais com amplos espaços. Cássio diz que a agência dos Correios foi para o bairro Santos Dumont pois não encontraram imóvel na região central que atendesse a exigência de espaço, Alega que o Supermercado BH da Vila Maria teve que construir em espaço condizente, assim como a CEF. E por causa disto grandes empresas ainda não vieram para Lagoa Santa. Faltam espaços comerciais e centrais acima de 600m² para venda ou aluguel.