Lagoa Santa atrai novo perfil de comprador de imóveis

Lagoa Santa atrai novo perfil de comprador de imóveis


Entrevista com Dr. Eduardo Godinho
New House Imóveis.


Segundo Eduardo Godinho, Lagoa Santa vive um momento em se tratando da área imobiliária, que precisa se desenvolver de forma racional. Alega que em primeiro lugar é necessário maior qualificação por parte de corretores e avaliadores, transmitindo maior confiança ao novo tipo de cliente que surge. O perfil do comprador mudou e o mercado não comporta mais valores de imóveis “especulativos”. O comprador está escolhendo melhor e quem tiver imóvel à venda com valores reais, conseguirá vende-lôs mais rapidamente. Esse novo comprador tem procurado mais e está mais exigente. Portanto, quem não se adequar a este novo perfil, estará totalmente fora do mercado. Até há pouco tempo vendia-se em Lagoa Santa, imóveis para fins de semana em condomínios ou sítios e casas de campo. Hoje os compradores precisam morar aqui e ficar mais próximo de seus locais de trabalho. Por isso digo, o perfil do comprador mudou e as exigências de conforto e infraestrutura são maiores, é preciso investir em hospitais, clínicas, transporte eficiente, escolas, internet de qualidade, melhores vias de trânsito, etc. O comprador para se mudar da capital para cá, quer ter o mesmo conforto de lá, como: proximidade com shoppings, supermercados, aulas de judô, academias, bancos, etc. Se houver essa adequação , certamente haverá demanda. É necessário entender que quanto mais se vender uma imagem de cidade estruturada, mais exigente será o consumidor. Até mesmo lojistas e profissionais liberais precisam se adequar para conseguir sobreviver. Os tempos são outros e a concorrência tende a ser acirrada e inovadora. Como já disse, antes quem comprava imóvel em Lagoa Santa não se importava muito com isso, pois de certa forma era contra o progresso, pois vinha para cá à procura de paz e descanso em seu sítio de fim de semana. Agora o comprador quer coisa boa, quer imóvel de melhor qualidade pelo preço de um de menor qualidade em BH. No fundo, no fundo, trata-se de um negócio financeiro e ninguém deseja fazer um mal negócio, não é mesmo?