O alto custo do vandalismo urbano

O alto custo do vandalismo urbano


Depredação nas cidades destrói bens públicos e causa sérios prejuízos
Telefones públicos quebrados, iluminação depredada, muros pichados, escolas com carteiras e lousas avariadas, parquinhos e equipamentos das academias livres, etc. O vandalismo é uma praga urbana que insiste em manter-se viva no país, gerando prejuízos incalculáveis aos municípios e dificultando a vida de muita gente.
Para se ter idéia do tamanho da barbárie, durante o último carnaval no Recife, uma única empresa de ônibus – divulgou um prejuízo de R$ 63 mil apenas nos dias de folia. Entre o ritmo do pandeiro e do tamborim, a cidade paulista de Campinas, bem menos badalada que a capital pernambucana, amargou um prejuízo maior ainda. Os foliões de lá deixaram uma indigesta conta de R$ 85 mil. No estado de São Paulo, a empresa Telefônica, responsável pelos “orelhões”, tem 25% desses aparelhos destruídos todos os meses. Segundo sua assessoria de imprensa, se não houvesse manutenção nos 250 mil telefones públicos instalados em todo o estado, em apenas quatro meses não haveria um único aparelho em condições de uso nos 622 municípios atendidos pela companhia. Todos os meses são gastos R$ 1,2 milhão para recuperar as unidades danificadas.
A educação seria o melhor caminho para transformar pessoas incivilizadas em cidadãos que não destroem um patrimônio que pertence a todos. O problema é que é justamente no ambiente escolar que começam as aulas de vandalismo. Do chiclete colado sob a carteira a pichações e depredações, o cenário das escolas, em especial as públicas, leva à constatação de que muito ainda precisa ser feito. “É preciso agir para que a comunidade sinta a escola como sua”, aconselha o professor Wanderley Codo, doutor em psicologia social e pesquisador do Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília. Segundo ele, o problema é que “as pessoas não compreendem que todos são responsáveis pela conservação de um bem público.