Paixão por Lagoa Santa

Paixão por Lagoa Santa


O JD – Jornal Diferente entrevista a maior pontuadora da Superliga de Vôlei do Brasil que quer montar uma Instituição para crianças em Lagoa Santa. Seja bem vinda Érika!
Medalhista da Lagoa
Ela nasceu em Belo Horizonte, mas escolheu Lagoa Santa para fixar residência. É aqui que, quando não está treinando, jogando ou viajando, a jogadora de vôlei Érika Coimbra passa os seus momentos de lazer ao lado da família. Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 com a seleção brasileira comandada por Bernardinho, Érika é uma das musas e queridinhas das quadras. O talento é notório por seu vasto currículo, que inclui seis títulos da Superliga, competição da qual é a maior pontuadora da história, com 3.572 pontos. São 2.955 acertos de ataque (recorde no campeonato), 470 de bloqueio e 147 de saque. O feito foi obtido no dia 29 de janeiro de 2010, após bloquear um ataque da equipe catarinense de Brusque, em Santa Catarina.

Paixão por Lagoa Santa
“Nasci em Belo Horizonte, mas comprei uma casa em 1999, em Lagoa Santa, onde meus pais moram desde 2001. O que mais gosto de fazer quando estou aqui é ir à Hípica andar a cavalo, jogar tênis no Maristela Sport Center junto com o professor Mauricio e passear em volta da lagoa, que considero o lugar mais bonito. Ali podemos ver capivaras, patos. Meu restaurante preferido é o Maracujá e adoro ir à feira de artesanato na orla. Amo Lagoa Santa. Meu sonho é um dia montar uma instituição para crianças até seis anos. Quem sabe o prefeito não colabora com este meu desejo de ajudar os pequenos?”

A carreira
Érika foi uma aposta do técnico Bernardinho. Certo de que a promissora jovem de 16 anos tinha um futuro brilhante, o treinador foi até a casa dela, em Belo Horizonte, para falar com seus pais.
“Foi um momento mágico porque eu não esperava ser jogadora de vôlei”, garante Érika. “Minha mãe e meu pai ficaram receosos em me deixar sair de casa. Mas já estava decidida. Morei três meses na casa do Bernardo e da Fernanda (Venturini). Eu tinha acabado de ser campeã mundial infanto-juvenil, na Tailândia. Foi o primeiro título do Brasil nessa categoria e fui eleita melhor atleta e atacante, e também me tornei a maior pontuadora”.
Da seleção brasileira infanto-juvenil, em 97, para a adulta, em 98, foi um pulo. No currículo, Érika guarda a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 99, no Grand Prix em 1998 e em 2004, na Copa do Mundo em 1999, além de oito Sul-Americanos. Em equipes, soma seis títulos na Superliga.
“Não penso em parar. Participei de duas Olimpíadas (Sidney/2000 e Atenas/2004) e adoro o que faço. Paro e penso em tudo o que passou, em tudo o que já vivi, e vejo que construí uma história. Não me arrependo de nada que fiz na minha carreira”.

Pesadelo
De setembro do ano passado até janeiro, foram quatro meses e meio atuando pela equipe Igtisadchi Baku, do Azerbaijão, e um total de sete jogos, cinco vitórias e duas derrotas. Tudo estava indo bem até que uma pancada sofrida na perna direita durante um treino do time, resultou em uma cirurgia feita às pressas para a retirada de um coágulo. A recuperação total de Érika e o seu retorno às quadras, está previsto para o final deste mês, mas o presidente do clube não quis esperar. Preferiu dispensar a brasileira antes do término do contrato, que iria até maio.
“Apesar de tudo que aconteceu, conheci pessoas e fiz amigas para toda vida. Agora quero trabalhar e aguardar que tudo se resolva. Pretendo curtir um pouco a minha família, o Brasil, e o carinho dos amigos. Decidi voltar ao Brasil porque tenho confiança nos médicos e especialistas do nosso país”.
Mas, craque que é craque, não fica muito tempo sem mostrar seu talento. Érika já recebeu propostas para jogar os playoffs na Itália e em Porto Rico.

Futuro
Com uma carreira vitoriosa, Érika faz planos para a temporada. Além de se recuperar da operação na perna, na qual levou 30 pontos, ela pretende voltar a jogar em um país que conhece muito bem.
“Meus planos para o futuro são simples: voltar a jogar no Brasil, continuar meu trabalho e ser feliz. Acho que a felicidade é a razão de tudo”.