Crônica do bem comum

Homens das sombras, quanto mal nos fazem [Parte II]

Vou começar este libelo introdutório e para quem não sabe o significado destas duas palavras, eu explico, quer dizer mais ou menos o seguinte - pequeno escrito acusatório. Porque faço esta introdução? Para contar algumas histórias que só acontecem nesta cidade, santa, mas nem tanto. Antes, se me permitem, quero citar novamente Platão, um de meus tantos ídolos de priscas eras e extraio de parte da sua obra intitulada “A República” a alegoria da caverna, também conhecida como, mito da caverna. Este foi escrito pelo filósofo grego e trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. Analisando a obra de Platão, percebe-se a alienação de parte dos moradores da caverna, tal qual aqui percebemos. A ignorância e o comodismo andam juntos e são esses estados que diferem cada prisioneiro. São poucos aqueles que conseguem se libertar dos padrões estabelecidos, até porque é muito mais fácil ficar acomodado e acatar os valores impostos pela sociedade. Na verdade, cada um tem a sua caverna. Cada ser humano tem uma característica e, consequentemente, uma maneira de pensar e agir. Seja por causa de conceitos, crenças ou preconceitos, em grande parte das situações as pessoas se acorrentam naquilo em que tomam para si como verdade. Que um dia, saiam da caverna aqueles que tenham força e que a princípio se permitam à liberdade. Seguindo meu raciocínio, peço que não confundam a palavra libelo com libélula, que significa inseto com asas membranosas e transparentes, pois preciso dar meu depoimento que ficará certamente para a posteridade, para as gerações que hão de vir nesta terra de Lund e Luzia e por causa disso não podemos falar bobagens, correto! É preciso que você leitor, saiba que sempre tentei seguir os ensinamentos morais, éticos e, principalmente, de obstinação ensinados por minha admirável mãezinha, Dona Juracy e ao longo de minha inexpressiva existência, confesso que quase sucumbi ao canto da sereia, mas hoje ao olhar para trás sinto-me um verdadeiro ciclope sobrevivente. Portanto caros leitores, preciso comunicar antes de tudo que me sinto inquebrantável e, portanto, não me sinto amedrontado por intimidações, represálias e nem ameaças. Tenho convivido nestes últimos meses com insidiosa perseguição e represálias, sim! Acredito ser pela posição independente e destemida ou pela coragem em rechaçar a divulgação de inverdades, que me associaria à súcia que se alimenta de perseguição e ardis.  Sempre acreditei que existem os homens das sombras; gente má, perversa, venenosa, vingativa e prepotente. Vejo estas pessoas com restrição, pois muitas vezes, travestidas de influentes, endinheirados e respeitáveis, mas no fundo, são ressentidas, melindradas e covardes.  Como estou escrevendo em capítulos, irei começar esse rosário do fim para o começo. Nesses últimos dias fiquei sabendo que andaram solicitando ou especulando mais uma vez sobre o contrato que minha empresa teve com a Câmara Municipal ano passado, até ai tudo bem, pois o contrato é público e deve estar no site da Câmara em algum portal da transparência. Se não tiver peço de antemão que o coloquem lá. Contrato esse, Lícito, com parecer jurídico do próprio legislativo, feito às claras, vendido por preço abaixo da tabela (o que é pouco comum) e entregue com competência e denodo. Direito que empresas estabelecidas, devidamente registradas, com os impostos em dia e certidões negativas também têm. O que me espantou foi saber que tipo de empresa, se prestou a isso. Quero que esses pretensos empresários puritanos, vasculhadores da vida alheia saibam que eu sei quem são. É claro que não vou revelar, pelo menos por enquanto. Só lamento que estas atitudes sejam sempre assim; na escuridão, na calada da noite, subreptíciamente, como fazem os homens das sombras que vivem nesta cidade. Felizmente são poucos, pois a maioria dos cidadãos, personalidades, empresários e homens públicos daqui, não o são. Quero finalizar dizendo o seguinte: Quando passarem por mim, seus pulhas, tentem erguer a cabeça e olhar em meus olhos, para sentir o escárnio que fatalmente estará estampado em minha face.
Continua...

 

Homens das sombras, quanto mal nos fazem [Parte I]

Darei uma interrompida no texto “HIPOCRISIA, EU QUERO UMA PRA VIVER”, pois estamos iniciando um novo ano, portanto é tempo de confraternizar, de abrir o coração e de acreditar na carochinha e no Saci Pererê. Darei uma pausa para o amor incondicional e para o armistício, pois não! Voltarei no tempo em expedição de boa vontade. Maravilha, pois sou crédulo, ingênuo e simplório! Não nego ser uma maria-mole. Um molusco invertebrado de corpo mole e nojento. Mas é preciso deixar claro que mesmo nojento não sou pegajoso, esponjoso e muito menos viscoso. Onde já se Viu? Eu, viscoso e visguento? Nem pensar! Tenho um nome a zelar, pois sou uma personalidade. Uma não, dupla-personalidade. Dou uma no cravo e outra na ferradura, mas nunca acerto. Não sou moleza não e você aí me conhece bem, sou quase um ilustre Quem cheio de atitude, sou considerado como deve saber, aquele que um dia foi o que nunca será, entendeu? Por isso tenho um nome a zelar. Sou o guardião do portal dos Quintos do Inferno, sou “Baruch O Parvo” e zelo por esta alcunha moral com muito zêlo. Bom, feitas as apresentações chega de rodeios e subterfúgios e por que não dizer embromação e vamos direto e verdadeiramente ao que interessa, pois não sou homem de perder tempo, só cabelo, dinheiro e... Deixa pra lá. Em sendo eu, um Senhor Senil e Provecto, ir direto ao assunto pode até significar – ganhar tempo. Cruz credo! Por isso sempre que me encontro na eminência de um arroubo caduco entro em estado catatônico e psíquico, alterado por alucinações provocadas pelo uso indiscriminado de alucinógenos que me conduzem a um estado alterado da realidade. Ah! A realidade, essa coisa que realmente existe, mas que todos fazem o favor de ignorar – Os ignorantes! Ah! Aquela boa e velha realidade que nos remete aos fatos e ao bom senso – Que nunca utilizamos, mas que sonhamos vê-la como é sem deformações. Certo dia, em passado remoto, Aluisio de Azevedo, Visconde de Taunay, Raul Pompéia e Machado de Assis aprofundaram o que é o realismo psicológico em seus textos, causando polêmica naqueles tempos imemoriais. Agora, serei eu, polemista inveterado e decrépito que causará furor ao lançar o termo “Real Sofista”, cunhado a seis mãos em uma de minhas reuniões oníricas com os mestres Sócrates e Platão. Termo este que servirá para confrontar o que convencionamos chamar de “Real Bazofismo” que tem servido para designar pensamentos e ações filosóficas incompreensíveis do “Ser humanus politicus“, também conhecido como “Homens das Sombras”. Puro movimento platônico exterminatório das sombras, puro purismo erradicante de súcias e de malfeitores, pois chegamos à conclusão de que a realidade nada mais é do que simplesmente a realidade de cada um, tô certo ou tô errado? Como diria Zaratustra: “A cada um é dado de acordo com suas ações individuais, mesmo quando perpetradas em súcia e bando”.
Essa filosofada caro leitor, que não tem nenhuma conotação de presepada, até porque o Natal já acabou em seis de janeiro, dia do meu aniversário e os “presépios” foram todos desmontados, despertou em mim a comichão do alvorecer e da sinfonia de pardais, abrindo as portas do meu coração “bate feliz” para uma nova “Age Of Aquarius”. O futuro já começou e a festa é nossa. Como disse no inicio dessa prosopopéia é tempo de acreditar na carochinha e no Pererê e neste interregno – O do tempo de paz, conclamar os eleitos pelo povo, que com discernimento, coragem e determinação, expurguem os famigerados Homens das Sombras que insistem em orbitar nesta terra “santa”. Aqui caro leitor, devemos exaltar apenas os Homens das cavernas, aqueles amigos do Lund, o que faria bem para a realidade de todos nós. No fundo, no fundo, necessitamos desesperadamente recuperar a nossa realidade e identidade e não ficarmos vivendo a realidade de tolos, arrogantes, prepotentes, dissimulados, indiferentes etc. e tal. Xô, Homens das Sombras, o molusco esponjoso pode nominá-los. Será?
 

Hipocrisia – não quero uma pra viver! [Parte 04]

É chegada a hora do confronto final, onde mocinhos e bandidos se enfrentam. Onde heróis e facínoras se engalfinham. Onde fracos chamam urubu de meu louro e fortes batem no peito e gritam como o Tarzan – O oooooooooo ooooooooooo!!!!!. Onde fortes acalentam a macaca Cheeta com mingau de banana com açaí. É chegada a hora do grito do Zorro – Aiôôôô, Silver! O grito do Ipiranga, dos Excluídos, dos desesperados etc. O mundo sempre foi assim, a dicotomia em pessoa a digladiar. O contraponto e o antagonismo. O macho e a fêmea. A Fera e a Bela. Será sempre assim, e por isso, um eterno duelar de egos, vaidades e orgulho. Triste sina da humanidade que parece ter sido construída para a guerra, para o genocídio, para o fratricídio, para as batalhas épicas e para o ranger de dentes. Zaratustra um dia vaticinou: “Habemus pugnas inexpugnáveis”. Chiuaua, o amigo do Zapata pregou que onde houvesse um homem ele seria Rei e onde houvesse dois homens um deles seria gay. Fiz esta rima só para não dizerem que não falei de flores. Eu sei que o Ângelo Couto, vai ler estas parcas e porcas linhas e dizer que fumei algo estragado, mas lamento dizer, que não fumo, só trago. Muito menos sou doido varrido! O máximo que aceitaria como pecha é ser tachado de doido aspirado. Estou falando isso, pois é chegado o natal e os nossos corações estão amolecidos e amanteigados. Nossas lágrimas derramam salgadas como o mar morto e nossas narinas avermelhadas e congestionadas nos relembram os tempos de meninice resfriada e melecada, eca! Ah! o natal, que belas lembranças nos traz. Renas, duendes, neve, presentes, abraços, meia na janela, bilhetinhos para o Papai Noel. Que saudades dos velhos tempos. Tempos que não voltam mais. Ficaram na Aurora Boreal do passado. No pólo norte, esquecidos debaixo dos trenós, junto com nossas esperanças. Minha santa mãezinha me fez acreditar no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, nos três porquinhos e no Lobo Mau até muito tarde, uns 12 anos talvez. Talvez por isso seja tão crédulo e sonhador. Sou da velha guarda. Sou como já disse inúmeras vezes, o último dos Moicanos. Portanto caros amigos como ainda acredito em Papai Noel, revelo a vocês o teor do meu bilhetinho enviado ao Polo Norte em busca de presentes impossíveis desde o começo do ano. Traga a paz a esta cidade, muito mais santa do que lagoa. Dê juízo aos nossos políticos e clarividência para tratarem do destino desta cidade. Que trabalhem com afinco e deixe as querelas de lado. Façam prevalecer o respeito do cidadão às suas posições políticas. Caso contrário, minha mãezinha também me ensinou a acreditar em Mula sem Cabeça, no Brasinha, no Pimentinha, no “Coisa”, no Lobisomem e no purgatório. É pra lá que vão os malvados, os cabeças duras, os incontroláveis. E se for pouco, invoco imediatamente o Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro, pra rogar uma praga bem rogada nos renitentes e ai poderei afirmar aos quatro ventos: Minha Vingança será Malígrina!!!!!! Há!Há!Há!Há!!!
 

Hipocrisia – não quero uma pra viver! [Parte 03]

Encerrei a crônica da edição passada falando sobre jovens, ou que falaria sobre eles. Que maravilha! Juventude! Fase áurea da vida, pueril, recheada de descobertas, prepotências, um bom bocado de irresponsabilidade, sono profundo, preguiça desenfreada, candente de comichão, sonhos e tesão, muito tesão, diga-se de passagem. Não necessariamente nessa ordem. Que fase soberba, cara pálida! Mudança de hábitos, independência, ciúmes juvenis e machesa apoplética. Fase afirmativa, combativa, destemida e inconseqüente! E tenho dito! A fase infantil termina com a intermediação da fase juvenil. É o ocaso da infância, o adeus aos estertores da puberdade, às espinhas macilentas. As penuginhas deixaram de ser novidade, o gogó saliente não causa mais comoção e a voz estridente vai ficando na lembrança. A partir daí vem o início da fase adulta, o raiar da primeira manhã do resto de nossas vidas. É nesta fase que recebemos o embornal que carregaremos vida afora. É onde guardaremos os utensílios de primeiros socorros para o físico e para a mente e onde encontraremos as pílulas da sabedoria e as sandálias do Pescador. Embornal no ombro e vida que segue! Êta mundão bão, aqui vamos nós. Sozinhos e por conta própria. Construindo a estrada que será pavimentada com suor, lágrimas e sangue. O que passou nos tirou a pecha de neófitos e serviu de base para a formação da personalidade, do caráter e da virtude possível. É chegada a hora de abrirmos a mente para a civilidade, a sensibilidade e a tão desejada maturidade. Aprender a viver merece atenção e despojamento. Carece de compreensão da humanidade e principalmente do abrigo à comiseração. Senhor! não nos deixe cair em tentação, livra-nos do mal, Amém! Esse deveria ser o lema dos que trafegam por esta estrada sinuosa e obscura do porvir. Esta prece ajudaria a iluminar nossos caminhos, e bastaria, não fossemos a renitência em pessoa. Este deveria ser o caminho a percorrer, construindo, edificando e limpando a alma. Purificada pelo Espírito Santo. Benigno e imaculado. Mas...vejam bem, caros leitores, nem tudo são flores. Nem tudo é o que parece ser. É que nos deparamos inúmeras vezes com homens espigados, espadaúdos e empertigados, que mesmo tendo passado pela infância e juventude, muitas vezes, já no início da maturidade sucumbem ao jugo paterno e acabam perpetuando injustiças, vinganças, litígios e peleas. Triste jugo do passado; carregam. Triste derramar de bile, triste sina de compromissos de outrem a cutelar suas mentes. Ex crianças, jovens em fim de feira e pequenos homens ainda influenciáveis e atormentados pelo jugo paterno. Coisas de família aparentemente feliz e civilizada, mas no fundo cheia de ranço, de rancor, de corações de pedra, ou será simplesmente, de má influência? Inúmeros jovens se transformaram na continuidade de seus pais, deixaram de viver suas próprias vidas, demonstrando não se desgarrarem de seus tutores, não por afinidade, mas por eterna dependência e temor. Talvez até como se nos tempos feudais vivessem. Agarrados ao passado e degradados e aviltados em seu amor próprio. Jogados no id, tenebroso poço da existência humana. É possível que nele, vivam e morram. Se tornando personagens sem rosto, sombras claudicantes e errantes. Não passarão, nem passarinho. Apenas como mortos vivos atenderão aos desejos de seus impulsos. Viverão se fortalecendo em seus desejos inconscientes e não aceitarão frustrações. Evitarão contato com a realidade e sua satisfação estará sempre em atingir o objetivo através de uma ação concreta, mesmo que sem sentido algum. Os que vivem na choupana do id desconhecem o juízo, a lógica, valores, ética ou moral e se tornam cegos, irracionais e egoístas. Benza-nos Deus e xô Satanás! Afaste de mim este cálice. Essa deve ser nossa prece diária, para que não nos deixemos influenciar por estes jovens rebentos, xifópagos de virulência e continuadores de guerras fratricidas e intolerância política. Alto lá! Quem vem ai! Está trazendo o embornal?
 

Hipocrisia – não quero uma pra viver! [Parte 02]

Pois é, acho que estou lascado! Fui falar do passado tenebroso e escurecido de tantos felizes jovens dos anos 1960 e 70 e quase fui às lágrimas. O número de leitores que se identificou com a parte I desta crônica foi pra mais de metro e avassalador. Teve gente que se lembrou dos tempos da Bonfim e da Paquequer, onde as tias viviam felizes e os sobrinhos deliravam, outros se lembraram das músicas que embalaram enamorados ou contestadores. Éramos de fato assim, sonhadores, utópicos e também desmiolados e aguerridos. Fizemos parte do momento transformador da vida moderna. Caras de pau que penetravam em festinhas e, com papo de aranha, conquistavam garotas doidivanas e espoletas. Um cara que não posso citar o nome, pois autoridade local e exemplar pai de família, me ligou à noite, depois de despejar umas na cachola e saudoso disse: “Ô cara, você não falou sobre o troca-troca” Disse ele que tem um amigo de infância que na hora de trocar, o outro menino saiu em disparada dizendo: Já vou mamãe! E... Pernas pra que te quero. O que achou que trocaria está esperando até hoje. Rimos a valer e a conversa desandou para – E o Locha, o Lunda, o Mário. Falamos ainda da masturbação juvenil que dava cabelo nas mãos e um punhado de espinhas brotoejas. Das revistinhas de sacanagem que nos influenciava a fazer “Bobice”.  Invocamos até, Dr. Smith do seriado Perdidos no Espaço e o indefectível robô B9 com seu inigualável alerta: Perigo! Perigo! Perigo! Não caros leitores, não estamos em direção ao Planeta Alpha Centauri não! Estamos aqui hoje, onde os alienígenas somos nós. Estranhos no ninho! Impotentes e abobalhados. Olha a hipocrisia aí gente! Você algum dia se sentiu perseguido? Assim como o Piu-Piu, correndo do Frajola? Já se sentiu o Manda-Chuva observado pelo Guarda Belo? O Bip-Bip? Ah! então você entende sobre o que estou falando e deve se solidarizar comigo. Somos os últimos dos Moicanos. Estóicos, heróicos, Helênicos, inquebrantáveis e imbatíveis, pois não somos deste mundo. Viemos do Túnel do Tempo, viajamos ao fundo do Mar e fizemos uma baita expedição à Terra de Gigantes. Somos os heróis da resistência e protegidos pelos poderes de Greiscow. Somos a hóstia da comunhão, o pneumático do ar e a canjica agarrada no dente. Somos o Busca pé, a Vovó Mafalda e a mosca na sopa. E aí, bebé, mamá na gata cê não quer, né! Você, como eu, somos a salvação da lavoura de pepinos. Nos recusamos a ser herdeiros de Judas e muito menos dos vendilhões do templo. Temos fé inabalável e não vivemos dela, nem fazemos dela nossa serviçal. Temos todo o poder do mundo e não abusamos dele. Somos políticos ao extremo e nunca locupletamos nem prevaricamos. Somos castos e, por isso, somos enganados sempre. Gente esperta nos espreita e primos-irmãos dos répteis esperam o bote para atacar. Lembra do sombra? Pois é! Aquele é nosso companheiro. Mas nas sombras das cidades de verdade, mortos vivos, habitam querendo nos assustar. Pasmem queridos leitores, pensei que jovens na política poderiam arejar nossas mentes e encher-nos de esperança, ledo engano! Os antigos são cancros contagiosos e tudo passa a ser como Dantes no quartel de Abrantes. Cenas dantescas nos esperam, aguardem e fiquem alertas. Perigo... Perigo... Perigo...
 

No mato sem cachorro!

Sou do tempo do Onça e não amigo da onça. Sou do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça e não do de se transformar cachorro em embutido. Sou amigo do Tonto, do Zorro, do Pepe Legal, do National Kid e inimigo dos seres abissais, aqueles que se escondem nas trevas e nas profundezas do Buraco Negro colossal. Procuro desconhecer aqueles que precisam de mandatários ou de donatários para sobreviver em busca de se fortalecer e se tornar alguém. Aqueles que buscam a todo o custo, donativo e doação pecuniária para deles se tornar usufrutuário. É inconcebível que pessoas assim andem soltas por ai disseminando a pequenez, a sordidez e a subserviência sem serem contestados. Párias assim Julgam-se algozes e fortalecidos por se esconderem atrás de déspotas e prepotentes e disseminam o mal de forma velada e sorrateira. Lagoa Santa me apresentou a esta dicotomia de forma peremptória e desconcertante. Tenho sido aprendiz contumaz das ações da velhacaria e embasbacado vejo seres humanos degradados e depauperados (no mal sentido é claro!) viverem de parcos vinténs. Ando por esta cidade da Luzia, do Lund, da Preguiça, mas me assusto mesmo é com os Trogloditas que transitam agora no Holoceno, criando uma nova casta de humanóides – Os Babacossáuros. O pior é que mal vejo nessa escuridão, quem se esconde no anonimato do vazio de suas almas. Covardes e medíocres, paus mandados a soldo de intolerantes que querem acuar pessoas de bem. Eu aqui, do alto desta colina do Bem Comum, onde finco meu estandarte flamejante e escudado pela transparência e pela claridade, exulto em poder falar e assinar meus modestos textos e assumir publicamente meus defeitos e virtudes. Coisas que me ensinaram meus amigos diletos, Papai, Mamãe, Dom Quixote e Dom Pixote, a Tartaruga Touché e seu amigo DumDum, Dartagnan e seus pares, Robin Hood e João Pequeno e tantos outros verdadeiros heróis da verdadeira vida. Estes personagens habitaram, meus sonhos e ideais e posso afirmar que morreria por todos eles. Por que sou assim? Papai do Céu explica e me contento com isso. Portanto caros amigos, continuarei sendo amigo de quem gosto, sendo pobre, rico, branco, negro, autoridade ou gente do povo. Não adianta tentarem me monitorar. Sou feliz assim e garanto a quem possa interessar - nunca me afastarei de alguém por intimidações ou insinuações. Não tenho propensão a me esconder, nem me anular por temor aos vigilantes sem mais o que fazer. Estas palavras são fruto do meu coração valente, mas amoroso e com vocês divido neste momento, quando necessito desabafar e chorar lágrimas de sangue. Mas não se enganem, fiquei sabendo uma coisa horrorosa - que me vigiam e vasculham. Então eu pergunto – Quem poderá me salvar? Somente ele, meu outro amigo do peito, o Chapolin Colorado. Neste eu confio!  Agora preciso finalizar este texto, mas imagino que, tanto a independência, quanto a obstinação e o sucesso incomodaram aos medíocres de plantão. Admiro muitas pessoas aqui, respeito mais um montão, sou parceiro de uma tonelada e privo da amizade de mais um tantão. Agora, aviso aos interessados, a caravana passa e os cães ladram. Au...Au...
 

De quem é a cidade?

Cidades do interior! Nem todas são províncias mais. Perdeu-se a inocência em sua grande maioria. Outras, tornaram-se progressistas, modernistas, maduras, grandiloqüentes e pujantes. Lagoa Santa - não sei ainda em que patamar se encontra. Já falei algumas vezes aqui neste minifúndio: Tão próxima da capital, mas às vezes parece estar a 500 km de distância. Antagonismo e esquizofrenia de gatos pingados - é o que parece. Não se pode negar, que mesmo tendo muitos habitantes letrados, esclarecidos e bons cidadãos, uma pequena minoria ainda se apresenta com o espírito provinciano estapafúrdio e beligerante. Gente preocupada com a vida alheia – coisa de mexeriqueiros e mariquinhas. Gente covarde, que nunca aparece. Detratores, mesquinhos e invejosos. Gente a soldo de psicopatas, tiranos, déspotas ou de prepotentes ultrapassados. Por que digo isso? Porque, por mais que façamos as coisas certas, às claras, nos deparamos com sorrateiros e vendidos a peso de banana nanica, paus mandados, que se prestam, a leviandades e baixarias. Percebemos nos últimos tempos, movimento surgido das sombras, incentivado por personalidades “importantes” e graduadas que pretendem combater e desacreditar aqueles que exercem função social relevante e independente. Esta, caros leitores é mais uma crônica em que procuro retratar o cotidiano de uma cidade indecifrável. Nela, já se viu existirem hipócritas e endinheirados que se arvoram como seus donos e querem a todo o custo impor golpismos e extravagâncias jurídicas para desacreditar e desqualificar pessoas de bem a qualquer hora do dia e da noite.  Fico muito triste, pois nela, encontra-se abrigada, história tão incrível e ímpar. É verdade que já se sente esta horda, nos estertores da suas vidas malignas. Novos ares para Lagoa Santa é o que precisamos. A única sensação de insegurança que ainda podemos sentir, nesta cidade, não é quanto a bandidos e marginais comuns, pois estes estão sempre perdendo para a polícia, e existem em todos os lugares, mas tememos e devemos combater os enrustidos que se arvoram em donos dela e lhes causa tanto mal. Para estes, esperamos que com a sua aprovação - homens e mulheres de bem, moradores desta aprazível Lagoa Santa - a indiferença, o sarcasmo e o combate diuturno para expurgar a escória da escória, que ainda habita estas plagas. A cidade não é somente desses mal intencionados e dissimulados, é nossa também. Que venha a guerra, a boa batalha que gostamos de lutar. E você aí, leitor, vai deixar barato ou vai se posicionar?
 

Somos todos, Macunaímas

É sempre assim, sento-me diante do computador aos 48 minutos do segundo tempo, e como no futebol, ganho todas, impedido, com a mão santa, pênalti cavado ou roubado etc e tal. Todo brasileiro parece que é meio assim, não é verdade? Nós não sentimos a menor culpa de nada, ainda bem! Somos meio vira-latas, meio indolentes, meio enroladinhos, meio punguistas, mas somos o que somos e não negamos a raça! A Presidente Dilma, apontando o caminho a percorrer, nos indica o caminho tortuoso do marketing político, bem aprendido com o Lula Lá. Aquele que nunca sabe de nada, assim como o marketing político também finge não saber. Bem brasileiro, correto? Nos acostumamos desde sempre à Síndrome do Macunaíma, meio tupiniquim com bacalhau do Porto. Somos como disse aquele louco do Mário de Andrade - Os Heróis sem nenhum caráter. E vá você reclamar com a Corôa, grilhões e chibatadas no lombo e tudo sob o olhar singelo e jurisprudêntico do Supremo de chuchu. Não sou jurisconsulto, mas dou pareceres e desapareceres de montão. E cobro pouco, somente  parcas moedas de Euro e milhões de dólares americanos. Sou amigo íntimo da Angela Merkel, inclusive fui um dos seus mais notórios assessores nesta última eleição. Ganhou de lavada, seus pares é que não foram tão bem, uns chucrutes sem “Salchicha”. Fui também um dos palestrantes nas reuniões bacanais (corruptela de bacana, certo?) do Berlusconi, também conhecido como “O Coni”, de conivente com mafiosos e bandoleiros do Faroeste macarrônico. Não namorei sua filha, pois o Pato estava nadando de braçada e eu, como sempre não estou “Berlusconi” ninguém há muito tempo, que o diga minha pobre e sofredora esposa, também conhecida como Chef, a Chef Vânia. Sou amigo de personalidades marcantes e marcadas para cumprir penas de morte ou prisão perpétua. Aquele chinês, o tal do “Bo Xilai”, primo do “Bo Balhão” e irmão do “Bo Ping Pong”, sim, aquele que meteu a mão no dinheiro alheio, lá nos confins da China e que agora foi condenado por corrupção e mais um monte de benfeitorias e que certa vez, ao ser pilhado em pleno ato surrupiatório disse: “Eu fui muito descuidado e era dinheiro público, né!” é amigo do pai da minha tia-avó. Eu me lembro que falei para ele em mandarim impecável que aprendi no Luziana Lanna - “Ôxê, nôn Fêzi escóra cô o povim do mensarôn – Arigatô!”. E para meu espanto o descarado chorou de arrependimento. Eu também, querendo tripudiar e pisotear neste povo em pleno Desenvolvimento competitivo com o meu Brasil, que quer ter assento na ONU, ou será acento? Se for para ter assento, não precisa ir prá “Novi Yorque” (em português), senta na cadeira elétrica mesmo e vire torresmim a pururuca. Puxa vida, o que eu queria falar mesmo, acabei não falando. Mas que M...., quem poderia imaginar que os mensaleiros, seus asseclas e seguidores fiéis, tivessem amigos tão dissimulados e togados... Fui! 
 

Somos descuidados, né!

Semanas atrás, uma das estrelas do Partido Comunista Chinês chamado “Bo Xilai”, depois de ser acusado de corrupção, suborno e abuso de poder, disse a seguinte frase diante do tribunal: “Eu fui muito descuidado e era dinheiro público, NÉ!”. Pois bem caros leitores deste minifúndio improdutivo e infértil, data vênia, vou roubar esta frase e utilizá-la como se minha fosse, daqui para a frente. Outro dia ouvi também, não sei onde, outra frase, agora elevada à condição de slogan da mais alta supimpitude: “Bundão por bundão, vota nêu!”. O corolário de imbecilidades que graçam neste mundo brasilis é de envergonhar qualquer cidadão altivo, puro e casto, como eu. Agora, queridos amigos, escravos destas mal traçadas linhas, eu sei que irão me endeusar, pois vou falar umas verdades cabeludas e chinesísticas. Estou até vendo a cara de alguns de meus seguidores impávidos, ao ouvirem tal verdade. Vão me idolatrar ainda mais e genuflexos, implorarão a redenção de seus pecados, e eu, como representante legítimo do Papa Chico aqui em Lagoa Santa, com certeza darei a remissão a estes pecadores contumazes e atrozes. Já estou até vendo as carinhas de alguns de meus seguidores mais chegados, como o Dr. Paulo de Mendonça que certamente vai rir até fazer xixi fora do penico, do Rodrigo lá do Beer, que até troco errado poderá dar, do Ângelo Couto, que vai começar a plantar bananeiras no lugar do abacaxi endêmico Lagoasantensis??? Da Dra. Lizza que vai revirar os olhinhos e dar uma tremenda e sonora gargalhada, do Lima, com aquela cara rechonchuda e de tantos outros admiradores explícitos e os implícitos também. Então, vamos lá, começarei citando poetas insignes e notáveis. Primeiro parodio Gonçalves Dias como em sua Canção do Exílio: “Povo da Minha terra, onde cantam os sabias, as aves que aqui gorjeiam, são tão descuidadas quanto as de lá.”. E agora, Olavo Bilac: “Ora direis ouvir estrelas! Certo perdeste o senso e eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto... Estou pálido de espanto, sim! Os discursos políticos, estão falidos e sabe de quem é a culpa? Do PT, do Lula, da Dilma e sabe porquê, por que eles pegaram um negócio pequenininho e o tornaram indecoroso, grandão, no bom sentido é claro viu, seus maldosos e cheios de maldade. Estou falando do mensalão e de tantas outras patacoadas mais. Ninguém sabe, ninguém viu! É o que dizem, mas eu sei de tudo, eu estava lá quando tudo começou, alías, você também estava lá, é cúmplice e faz parte da camarilha. Triste sina a nossa, que precisaremos esperar uma nova geração, para empreender a mudança, mas fiquei sabendo que ela é bissexta, extemporânea e demorada. Fui enganado e ferido de morte. Cansei de esperar, não quero mais abrir meu coração, pois está dilacerado e encavucado. Não pensem que tenho pendor para canastrão, mas estou desnudo e sem esperança. Fui enganado, ai, ai, ai! Não existe esperança, pois esta, também pereceu e jaz inerte e incólume , nos quintos do inferno de Dante. Sinto a dor profunda da adaga a singrar meu peito romântico e rasgá-lo de fora a fora. Pensei ser um dos últimos moicanos, estóico, bravíssimo e Helênico, assim como você. Lêdo engano. Você e eu, somos unha e carne, sangue e paixão, drama e comédia. Só tem uma coisa que esquecemos de fazer – esquecemos de cair, pois mortos já estamos faz tempo e eu pergunto: Quem irá rezar a missa de sétimo dia?
 

Fiz de mim um Poetolho

São tantas emoções! Disseram certa vez os poetas do romantismo brasuca, Roberto e Erasmo Carlos, compositores de tantos sucessos e maravilhosas recordações etílicas e figadais. Agora, quando começo a escrever estas mal traçadas linhas, de última hora, como sempre, transpus-me em espírito para o alto da localidade lagoasantense, conhecida como Morro do Cruzeiro e penso ser poeta como tantos os foram para expressar minha alma dolorida. Poetas, poetinhas e poetões, todos soberbos e maravilhosos. Não o serei jamais, pois tenho certeza que somente conseguirei a pecha de poetolho, uma mistura de poeta com piolho, ou pimpolho, como queiram. Mas esqueçamos isso por enquanto – Estou no Morro do Cruzeiro, lembram-se? Olho para baixo e avisto uma lagoa paradisíaca, olho para o lado e defronto-me com uma Capela singela e bucólica emoldurando uma pracinha que parece afagar um imenso céu cheio de estrelas e miríades de astros que encantam e surpreendem a alma humana, canina e lobina. Silvio Caldas, um grande cantor de outrora, cantava assim: – Minha vida era um palco iluminado. Eu vivia vestido de dourado. Palhaço das perdidas ilusões. Cheio dos guizos falsos da alegria. Andei cantando a minha fantasia. Entre as palmas febris dos corações... O máximo que consegui chegar próximo dae tamanha belezura, foram as tantas noitadas nos botequins da vida, lambiscando uns torresminhos e cantando, com os olhos fechados e exprimindo tremenda emoção que brotando de meu peito de pomba e barriga d’água me enlevavam e faziam-me o maior dos cantadores e românticos de última hora. Falo isso, pois neste momento, todos nós, aqui nestas terras dos cidadãos Lund e Brandt, as emoções têm sido deveras forte, desde priscas eras, tais quais as do tempo da Luzia e dos homens da raça de Lagoa Santa. Neste momento, nós herdeiros destes bravos e magnânimos homens das cavernas, nos deparamos com mais algumas trogoditices atemporais. Tacapadas, bordoadas, lenhadas, cacetadas e outras adas mais. Brigas e chutes nas... digamos assim, partes baixas ao norte do Equador. Bem acima do trópico de Capricórnio e abaixo do Arroio Chuí. Curvamo-nos e genuflexos, pedimos perdão, pois, palhaços das perdidas ilusões. Sim! Talvez você, assim como eu, prefira ser palhaço, do que bufões, fanfarrões, burlescos, gabolas e chocarreiros. Concorda comigo? Se concorda diga em alto e bom som – Choreiii Larrrrgado!
 


Página 2 de 4