Censura? Não é possível! (Final)

Censura? Não é possível! (Final)


A palavra de ordem hoje é: Denegrir a imagem, que significa o seguinte, segundo o Pai dos Burros: ficar mais negro ou escuro. Reduzir a transparência de; manchar-se. Em sentido figurado é: manchar a reputação ou difamar. Segundo a Lei de Imprensa é a ocorrência de excesso nos limites de informar. Intenção de denegrir a imagem de alguém, causando dano moral. “É claro que não se afigura razoável que o constitucional direito de liberdade de imprensa se sobreleve ao direito à honra da pessoa, quando diante do caso concreto, está provado que o jornalista não agiu com a diligência necessária no dever de informar, extrapolando-o, devendo assim reparar o dano causado”. Pois bem, primeiro vamos aos fatos: Na última edição do JD – Jornal Diferente, após dois episódios de retirada (uma delas em nossa frente, numa terça-feira no horário das reuniões da Casa) do nosso jornal (edições nº 54 e 55) do hall de entrada da Câmara Municipal de Lagoa Santa, onde sempre ficou, ao lado de outras publicações do gênero.Publicamos o fato e alertamos através de nossa crônica na edição nº 56, solicitando posicionamento da Presidência da Casa quanto ao que se nos afigurava ato contrário à Constituição Federal. Pois bem, na edição nº 56, minha esposa Vânia Dias, como sempre, ainda pela manhã esteve naquela Casa do Povo, colocou o jornal, como sempre fez, no hall de entrada e foi em direção aos gabinetes, também como sempre fez, deixar um exemplar nos gabinetes dos Senhores Vereadores. Ao levá-lo ao Gabinete da Presidência, encontrou-se com o dirigente máximo daquela Casa do Povo e adiantou-lhe o assunto, tema da crônica daquela edição e pediu-lhe informações sobre o ocorrido com as edições anteriores. Incontinenti obteve a resposta de que o mesmo não havia autorizado a retirada do nosso jornal do hall de entrada e aproveitou para dizer que enviaria aquele exemplar ao Departamento Jurídico para verificar se o mesmo continha texto que pudesse “Denegrir sua imagem”. Ao se dirigir à saída da Câmara Municipal e passar pelo hall de entrada, para surpresa da minha esposa, não encontra mais lá, os exemplares deixados ha poucos minutos. Rapidamente, voltou ao gabinete da Presidência para comunicar o fato ao seu dirigente máximo e qual foi a sua surpresa? Encontra uma funcionária do gabinete com todos os jornais nas mãos, diante do Presidente da Casa. Ao ser questionado por minha esposa sobre o ocorrido, o Presidente lhe disse: “Está voltando pra lá.”. Portanto caros leitores, não queremos entrar em polêmicas desnecessárias, ferir suscetibilidades, muito menos denegrir a imagem de ninguém. Só relatamos os fatos, aqui neste episódio, vivenciado por nós. Quando o Presidente da Câmara Municipal disse à minha esposa, ao ser indagado sobre o assunto: “Não fui eu quem mandou tirar de lá os jornais, pois aqui é uma casa pública”, acreditamos, pois autoridade e homem público, pressuposto de ilibada conduta e integridade moral. Não passou pela nossa mente, humilhar, diminuir o valor moral, criticar a imagem ou caráter do ser humano, tentando desvalorizá-lo. Volto a dizer: somente falamos sobre o ocorrido conosco. Então ficamos assim - contei o ocorrido e vocês leitores, agora, tirem suas próprias conclusões.