Com a alma lavada e enxaguada... (Final)

Com a alma lavada e enxaguada... (Final)


Pois bem caros amigos, tal-qualmente o famoso Odorico Paraguassu, prefeito de Sucupira, tenho a dizer em minha defesa e ainda plagiando Dario Peito de Aço, o rei da Pérsia, o seguinte: Para cada problemática existe uma solucionática. E é preciso que vocês saibam - Estou de branco, ao escrever esta crônica, para ser mais claro e límpido. Nesta crônica idílica irei ter uma confabulância político sigilista com vocês sobre o que acontece nos anais desta cidade, no bom sentido é claro. Aqui, existe uma guerra fratricida, ou seja, irmão quer degolar irmão, tal-qualmente Caim detonou o Abel, técnico do Internacional. Conheço bastante sobre história da humanidade, li tudo nos alfarrábios da pré-história, pois sou alfarrabista e alcaponista de nascença e convicto. Conheço tudo sobre guerras púnicas desde priscas eras. Sou do tempo do mamute e da preguiça e, diga-se de passagem, de uma baita preguiça gigante, indolente e preguiçosa como eu em momentos pictóricos cavernistas. Especializei-me em era Pleistocênica com uma pequena parada na Mesozóica contemporânea atual, somente para entender como vivem os fósseis vivos que habitam estas plagas. Mas, vamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmentes. Esta cidade da pré-história Neandertalísta contemporânea, pois mais de 30% dos genes neandertais vivem dentro de nós, com seus mamutes e coronéis fossilizados está precisando, tal-qualmente a famosa cidade de Sucupira, de fabricar uns defuntos para enterrá-los vivos, inaugurando o tão esperado cemitério necrófago/paisagístico. O problema é que estes defuntos não morrem de jeito algum, somente fedem muito mais do que cheiram. O que fazer então, contratar o Zeca Diabo? Aquele cangaceiro sucupirano, no bom sentido é claro, temente à Padrin Cícero e outros santos mais? Bom, vamos parar com este perguntório e partir ao que interessa. Aqui nesta necrópole aerotrópica aeroportuária, nem mesmo a oposição comunista, marronzista e badernenta, conseguiu esta façanha, a de produzir um defunto vivo. A súcia, que idolatra o coronel Lobisomem-mor, (Não confundir com O Coronel e o Lobisomem) que mesmo com tanto dinheiro, não consegue achar, mesmo após tanta confabulância, um defunto vivo para enterrar, ou desovar, se preferirem, não se cansa de lamber os ossos petrificados desse ancestral do “Homus atualicentis periculosos”. Muito menos conseguiu (a súcia) produzir um presuntinho vivo por aqui. Os asseclas e paus mandados, bem que tem tentado, mas têm sido ineficientes e amadores. O Coronel-Lobisomem já disse inúmeras vezes “Eu preciso entrar para os anais e menstruais desta cidade”, mas os crapulentos, despudorentos e lamacentos, tentam, tentam, mas não conseguem. Eu mesmo, caros leitores, nestes últimos dois meses, fui eleito inimigo público número um dessa marginália sem mais o que fazer. E quase me torno um desses mortos vivos. E olhe que até mesmo uma parte da imprensa local, tida como vestal atentou contra mim, sem pena nem dó (vide declaração pública em programa televisivo nacional e algumas coisitas más que não pretendo divulgar, por hora, a não ser que seja instigado e desafiado) e, para evitar outro destempero, ou disparate, foi preciso que notificasse extrajudicialmente esses pseudos bonzinhos para conter a sanha das maldades que ainda poderiam vir.  Mas hoje, caros leitores, volto a ser dono da minha própria história e altivo e fortalecido, sempre pela causa do bem comum, mesmo ainda combalido pelos problemas de saúde que enfrentei, preconizo que estou com as mãos limpas e o coração nu, despido de qualquer ambição de glória e aos ateístas despenitentes que ainda habitam esta terra, digo que, tenho inúmeros defeitos, sim, mas que procuro corrigi-los ainda hoje, sessentão, mas que não sou peru, portanto, não morro de véspera. E tenho dito, glú.. glú...!