Quase um linchamento moral, mas eu num sô Jeca, Tatu inté pode sê!

Quase um linchamento moral, mas eu num sô Jeca, Tatu inté pode sê!


Não sou jeca, nem besta, muito menos abobalhado, apesar de insistirem em me tratar assim. Em você, caro leitor, querem apenasmente impor cabresto e amarras, iludir e ludibriar, que já estará de bom tamanho. Tome cuidado, são fantasmas, mas são astutos. Almas penadas que perambulam por todos os lugares e que devem ser amigas dos irmãos do Gasparzinho - aqueles malvadões. Hoje em dia, em terras de amarras e ranger de dentes, cidadãos acabam obrigados a conviver lado a lado de retrógados, mal intencionados e malamados, fazer o quê, né?! Confesso que estou deveras assustado com tanta maldade, desfaçatez, cinismo e falta do quê fazer; agora mesmo quando tentam me derrubar a qualquer custo. Mas confesso que o que me assustou mesmo, foi ver alguns cidadãos e cidadãs, considerados ilibados e corretos que me deram as costas neste momento crucial de minha vida e me julgaram precipitadamente, atendendo ardis de velhusco se marginais. Estou deveras cansadinho destes ardilosos e também dos Marias-vão-com-as-outras e por isso vou chutar o pau dessa barraca de meia tigela de uma vez por todas, com a sua permissão, é claro. Já escrevi algumas vezes, aqui neste minifúndio que meus heróis de infância eram o Zorro, Fantasma, Pepe Legal, National Kid, Robin Wood, Guilherme Tell, Capitão Caverna, Tartaruga Touché, Jonny Quest, Mr. Magoo, Gasparzinho, Popeye, Piu-Piu, Pantera Cor-de-Rosa, Recruta Zero, O último dos Moicanos e mais um tantão de bambas do gibi e dos seriados da TV. Portanto caro leitor como estou do ladinho de tantas feras ai nominadas, não posso ter medo de cara feia, não é mesmo? É preferível estar ao lado destes personagens tão pueris do que ao lado de cidadãos ditos inatingíveis. Por isso vou até contar uma história escabrosa, que nunca terá um final feliz: descobri um dia, sem querer, que nesta cidade que tanto amo, também habitam seres exóticos, esdrúxulos e influenciáveis e o pior de tudo, abissais também, ou seja, oriundos lá do fundão do poço do enxofre do pré-sal, ta ligado! São amigos irmãos do Belzebu e primos xifópagos do “Coisa Ruim” coleados a um monte de dissimulados, ditos defensores da moral e dos bons costumes. Gente importante e outras menos, que me viraram as costas em um momento tão difícil, somente porque se deixaram influenciar por uma corja de vagabundos e malfeitores que difundem o fim do mundo. Serão estes os amigos enrustidos dessa gente? Estou bestificado! Será que existe um montão de anti-heróis andando soltos por ai? Prefiro usar este nome que é para ficar mais ameno e elegante, pois sou um cara educadinho da mamãe - correto! Mas que é um bando de gente feiosa de dar dó, ah, isso é! Acho que nem para fazer uma pontinha em filmes do Nosferastu ia dar jogo, de tanta feiúra física e moral, tudo junto e misturado. Sabe por que falo sobre isso, é que Já me deparei com algumas dessas aparições horripilantes, componentes de uma horda cruel e que em muitas das minhas visões oníricas, apelidei por semelhança de: Cara de Cavalo, Zarolho, Zé Bode da Barbicha rala, Mulher de bago, Cabeção, Zé Barbudo, Balofão, Balofinho, ex-balofo, filhote de Cruz Credo e as Marias-vão-com-as-outras, etc e tal. Já pensou se esse povo governar nossa cidade? Deus me livre, o que virá de baixaria, leviandades e atos criminosos. Minha mamãe bem que me avisou – “cuidado meu filho, o mundo é uma bola de ping pong, uma hora ela faz ping na outra faz pong”. Santa mãezinha porque não te ouvi? Tenho que me penitenciar, pois hoje faço xixi na cama quase todo santo dia e aja fraldão geriátrico para aplacar minha irada incontinência urinária quentinha. Eu até pedi emprestado o “kabong” do Pepe legal para tentar me defender. Quem me dera pudesse dar uma kabongada no cucaracho deste povo desalmado e cruel, principalmente naqueles que descobri agora, influenciáveis e simpáticos à causa do mal. Como pode haver pessoas assim, entre elas, gente racional, tida como esclarecida, que me condena sem julgamento e me vira as costas, sem pestanejar? Responda-me! Tenho a impressão de que gastaria dezenas de Kabongs em pouco tempo para kabongar essa gente, digamos assim, influenciável. Mas o mais incrível é que aqui nesta cidade também acabei descobrindo que os heróis já não são mais os mesmos, mudaram; não têm mais pejo. No meu tempo, era outra coisa; outros valores - civilidade, respeito, civismo, fraternidade e consideração, mas agora, aqueles que dizem defender a moral e os bons costumes, mas, tentam manchar a honra das pessoas é que são os novos heróis. Será mesmo? Se for, o mundo já está perdido e eu não sei mais o que fazer. Esses malandros e marginais arvoram-se em defensores de suas cidades, mas defendem apenas seus interesses mesquinhos, dizem que defendem a verdade, mas mentem pra dedeu, dizem até mesmo que têm coração e mais isso e mais aquilo e aquilo outro também, mas são cruéis e dissimulados. Triste sina daqueles que precisam deste tipo de herói em pleno Século XXI. As cidades que dependem destes heróis de meia pataca estão fadada ao ostracismo e à subserviência e esses pobres coitados são como escravos em seus grilhões. Infelizmente hoje em dia, convivemos com discursos piegas ditados por imprestáveis, com dissimulados abraçados a desocupados, com canalhas misturados a cretinos, cínicos coleados a vadios que se escondem atrás de discursos empolados como se vestais fossem e atacam qualquer um impiedosamente. São os abutres em busca da carniça que os alimenta e lhes dá força para continuar mentindo, iludindo, ludibriando e enganando incautos e pessoas de bem. O resumo desta ópera, caríssimo leitor é que esses senhores e senhoras defendem somente seus interesses políticos não atendidos e arrastam uma multidão de abobalhados travestidos de cidadãos ilibados à sua causa. Portanto são todos farinha do mesmo saco, assemelhados à escória, aquela parte pior de uma sociedade, que luta desesperadamente para conquistar o poder ou a notoriedade a qualquer custo. E eu insisto em dizer com tremelique e tudo o mais – Num sô Jeca, Tatu inté pode sê! Mas seguirei em frente, com honra e dignidade, aquela mesmo que nos fortalece e nos dá alento. Agradeço aos que não me julgaram, prestaram solidariedade e aguardaram as explicações. Ainda falta um pouco mais para acabar esta história. Na próxima edição contarei.