Homens das sombras, quanto mal nos fazem [Parte II]

Homens das sombras, quanto mal nos fazem [Parte II]


Vou começar este libelo introdutório e para quem não sabe o significado destas duas palavras, eu explico, quer dizer mais ou menos o seguinte - pequeno escrito acusatório. Porque faço esta introdução? Para contar algumas histórias que só acontecem nesta cidade, santa, mas nem tanto. Antes, se me permitem, quero citar novamente Platão, um de meus tantos ídolos de priscas eras e extraio de parte da sua obra intitulada “A República” a alegoria da caverna, também conhecida como, mito da caverna. Este foi escrito pelo filósofo grego e trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. Analisando a obra de Platão, percebe-se a alienação de parte dos moradores da caverna, tal qual aqui percebemos. A ignorância e o comodismo andam juntos e são esses estados que diferem cada prisioneiro. São poucos aqueles que conseguem se libertar dos padrões estabelecidos, até porque é muito mais fácil ficar acomodado e acatar os valores impostos pela sociedade. Na verdade, cada um tem a sua caverna. Cada ser humano tem uma característica e, consequentemente, uma maneira de pensar e agir. Seja por causa de conceitos, crenças ou preconceitos, em grande parte das situações as pessoas se acorrentam naquilo em que tomam para si como verdade. Que um dia, saiam da caverna aqueles que tenham força e que a princípio se permitam à liberdade. Seguindo meu raciocínio, peço que não confundam a palavra libelo com libélula, que significa inseto com asas membranosas e transparentes, pois preciso dar meu depoimento que ficará certamente para a posteridade, para as gerações que hão de vir nesta terra de Lund e Luzia e por causa disso não podemos falar bobagens, correto! É preciso que você leitor, saiba que sempre tentei seguir os ensinamentos morais, éticos e, principalmente, de obstinação ensinados por minha admirável mãezinha, Dona Juracy e ao longo de minha inexpressiva existência, confesso que quase sucumbi ao canto da sereia, mas hoje ao olhar para trás sinto-me um verdadeiro ciclope sobrevivente. Portanto caros leitores, preciso comunicar antes de tudo que me sinto inquebrantável e, portanto, não me sinto amedrontado por intimidações, represálias e nem ameaças. Tenho convivido nestes últimos meses com insidiosa perseguição e represálias, sim! Acredito ser pela posição independente e destemida ou pela coragem em rechaçar a divulgação de inverdades, que me associaria à súcia que se alimenta de perseguição e ardis.  Sempre acreditei que existem os homens das sombras; gente má, perversa, venenosa, vingativa e prepotente. Vejo estas pessoas com restrição, pois muitas vezes, travestidas de influentes, endinheirados e respeitáveis, mas no fundo, são ressentidas, melindradas e covardes.  Como estou escrevendo em capítulos, irei começar esse rosário do fim para o começo. Nesses últimos dias fiquei sabendo que andaram solicitando ou especulando mais uma vez sobre o contrato que minha empresa teve com a Câmara Municipal ano passado, até ai tudo bem, pois o contrato é público e deve estar no site da Câmara em algum portal da transparência. Se não tiver peço de antemão que o coloquem lá. Contrato esse, Lícito, com parecer jurídico do próprio legislativo, feito às claras, vendido por preço abaixo da tabela (o que é pouco comum) e entregue com competência e denodo. Direito que empresas estabelecidas, devidamente registradas, com os impostos em dia e certidões negativas também têm. O que me espantou foi saber que tipo de empresa, se prestou a isso. Quero que esses pretensos empresários puritanos, vasculhadores da vida alheia saibam que eu sei quem são. É claro que não vou revelar, pelo menos por enquanto. Só lamento que estas atitudes sejam sempre assim; na escuridão, na calada da noite, subreptíciamente, como fazem os homens das sombras que vivem nesta cidade. Felizmente são poucos, pois a maioria dos cidadãos, personalidades, empresários e homens públicos daqui, não o são. Quero finalizar dizendo o seguinte: Quando passarem por mim, seus pulhas, tentem erguer a cabeça e olhar em meus olhos, para sentir o escárnio que fatalmente estará estampado em minha face.
Continua...