Homens das sombras, quanto mal nos fazem [Parte I]

Homens das sombras, quanto mal nos fazem [Parte I]


Darei uma interrompida no texto “HIPOCRISIA, EU QUERO UMA PRA VIVER”, pois estamos iniciando um novo ano, portanto é tempo de confraternizar, de abrir o coração e de acreditar na carochinha e no Saci Pererê. Darei uma pausa para o amor incondicional e para o armistício, pois não! Voltarei no tempo em expedição de boa vontade. Maravilha, pois sou crédulo, ingênuo e simplório! Não nego ser uma maria-mole. Um molusco invertebrado de corpo mole e nojento. Mas é preciso deixar claro que mesmo nojento não sou pegajoso, esponjoso e muito menos viscoso. Onde já se Viu? Eu, viscoso e visguento? Nem pensar! Tenho um nome a zelar, pois sou uma personalidade. Uma não, dupla-personalidade. Dou uma no cravo e outra na ferradura, mas nunca acerto. Não sou moleza não e você aí me conhece bem, sou quase um ilustre Quem cheio de atitude, sou considerado como deve saber, aquele que um dia foi o que nunca será, entendeu? Por isso tenho um nome a zelar. Sou o guardião do portal dos Quintos do Inferno, sou “Baruch O Parvo” e zelo por esta alcunha moral com muito zêlo. Bom, feitas as apresentações chega de rodeios e subterfúgios e por que não dizer embromação e vamos direto e verdadeiramente ao que interessa, pois não sou homem de perder tempo, só cabelo, dinheiro e... Deixa pra lá. Em sendo eu, um Senhor Senil e Provecto, ir direto ao assunto pode até significar – ganhar tempo. Cruz credo! Por isso sempre que me encontro na eminência de um arroubo caduco entro em estado catatônico e psíquico, alterado por alucinações provocadas pelo uso indiscriminado de alucinógenos que me conduzem a um estado alterado da realidade. Ah! A realidade, essa coisa que realmente existe, mas que todos fazem o favor de ignorar – Os ignorantes! Ah! Aquela boa e velha realidade que nos remete aos fatos e ao bom senso – Que nunca utilizamos, mas que sonhamos vê-la como é sem deformações. Certo dia, em passado remoto, Aluisio de Azevedo, Visconde de Taunay, Raul Pompéia e Machado de Assis aprofundaram o que é o realismo psicológico em seus textos, causando polêmica naqueles tempos imemoriais. Agora, serei eu, polemista inveterado e decrépito que causará furor ao lançar o termo “Real Sofista”, cunhado a seis mãos em uma de minhas reuniões oníricas com os mestres Sócrates e Platão. Termo este que servirá para confrontar o que convencionamos chamar de “Real Bazofismo” que tem servido para designar pensamentos e ações filosóficas incompreensíveis do “Ser humanus politicus“, também conhecido como “Homens das Sombras”. Puro movimento platônico exterminatório das sombras, puro purismo erradicante de súcias e de malfeitores, pois chegamos à conclusão de que a realidade nada mais é do que simplesmente a realidade de cada um, tô certo ou tô errado? Como diria Zaratustra: “A cada um é dado de acordo com suas ações individuais, mesmo quando perpetradas em súcia e bando”.
Essa filosofada caro leitor, que não tem nenhuma conotação de presepada, até porque o Natal já acabou em seis de janeiro, dia do meu aniversário e os “presépios” foram todos desmontados, despertou em mim a comichão do alvorecer e da sinfonia de pardais, abrindo as portas do meu coração “bate feliz” para uma nova “Age Of Aquarius”. O futuro já começou e a festa é nossa. Como disse no inicio dessa prosopopéia é tempo de acreditar na carochinha e no Pererê e neste interregno – O do tempo de paz, conclamar os eleitos pelo povo, que com discernimento, coragem e determinação, expurguem os famigerados Homens das Sombras que insistem em orbitar nesta terra “santa”. Aqui caro leitor, devemos exaltar apenas os Homens das cavernas, aqueles amigos do Lund, o que faria bem para a realidade de todos nós. No fundo, no fundo, necessitamos desesperadamente recuperar a nossa realidade e identidade e não ficarmos vivendo a realidade de tolos, arrogantes, prepotentes, dissimulados, indiferentes etc. e tal. Xô, Homens das Sombras, o molusco esponjoso pode nominá-los. Será?