Hipocrisia – não quero uma pra viver! [Parte 04]

Hipocrisia – não quero uma pra viver! [Parte 04]


É chegada a hora do confronto final, onde mocinhos e bandidos se enfrentam. Onde heróis e facínoras se engalfinham. Onde fracos chamam urubu de meu louro e fortes batem no peito e gritam como o Tarzan – O oooooooooo ooooooooooo!!!!!. Onde fortes acalentam a macaca Cheeta com mingau de banana com açaí. É chegada a hora do grito do Zorro – Aiôôôô, Silver! O grito do Ipiranga, dos Excluídos, dos desesperados etc. O mundo sempre foi assim, a dicotomia em pessoa a digladiar. O contraponto e o antagonismo. O macho e a fêmea. A Fera e a Bela. Será sempre assim, e por isso, um eterno duelar de egos, vaidades e orgulho. Triste sina da humanidade que parece ter sido construída para a guerra, para o genocídio, para o fratricídio, para as batalhas épicas e para o ranger de dentes. Zaratustra um dia vaticinou: “Habemus pugnas inexpugnáveis”. Chiuaua, o amigo do Zapata pregou que onde houvesse um homem ele seria Rei e onde houvesse dois homens um deles seria gay. Fiz esta rima só para não dizerem que não falei de flores. Eu sei que o Ângelo Couto, vai ler estas parcas e porcas linhas e dizer que fumei algo estragado, mas lamento dizer, que não fumo, só trago. Muito menos sou doido varrido! O máximo que aceitaria como pecha é ser tachado de doido aspirado. Estou falando isso, pois é chegado o natal e os nossos corações estão amolecidos e amanteigados. Nossas lágrimas derramam salgadas como o mar morto e nossas narinas avermelhadas e congestionadas nos relembram os tempos de meninice resfriada e melecada, eca! Ah! o natal, que belas lembranças nos traz. Renas, duendes, neve, presentes, abraços, meia na janela, bilhetinhos para o Papai Noel. Que saudades dos velhos tempos. Tempos que não voltam mais. Ficaram na Aurora Boreal do passado. No pólo norte, esquecidos debaixo dos trenós, junto com nossas esperanças. Minha santa mãezinha me fez acreditar no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa, nos três porquinhos e no Lobo Mau até muito tarde, uns 12 anos talvez. Talvez por isso seja tão crédulo e sonhador. Sou da velha guarda. Sou como já disse inúmeras vezes, o último dos Moicanos. Portanto caros amigos como ainda acredito em Papai Noel, revelo a vocês o teor do meu bilhetinho enviado ao Polo Norte em busca de presentes impossíveis desde o começo do ano. Traga a paz a esta cidade, muito mais santa do que lagoa. Dê juízo aos nossos políticos e clarividência para tratarem do destino desta cidade. Que trabalhem com afinco e deixe as querelas de lado. Façam prevalecer o respeito do cidadão às suas posições políticas. Caso contrário, minha mãezinha também me ensinou a acreditar em Mula sem Cabeça, no Brasinha, no Pimentinha, no “Coisa”, no Lobisomem e no purgatório. É pra lá que vão os malvados, os cabeças duras, os incontroláveis. E se for pouco, invoco imediatamente o Bento Carneiro, o Vampiro Brasileiro, pra rogar uma praga bem rogada nos renitentes e ai poderei afirmar aos quatro ventos: Minha Vingança será Malígrina!!!!!! Há!Há!Há!Há!!!