No mato sem cachorro!

No mato sem cachorro!


Sou do tempo do Onça e não amigo da onça. Sou do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça e não do de se transformar cachorro em embutido. Sou amigo do Tonto, do Zorro, do Pepe Legal, do National Kid e inimigo dos seres abissais, aqueles que se escondem nas trevas e nas profundezas do Buraco Negro colossal. Procuro desconhecer aqueles que precisam de mandatários ou de donatários para sobreviver em busca de se fortalecer e se tornar alguém. Aqueles que buscam a todo o custo, donativo e doação pecuniária para deles se tornar usufrutuário. É inconcebível que pessoas assim andem soltas por ai disseminando a pequenez, a sordidez e a subserviência sem serem contestados. Párias assim Julgam-se algozes e fortalecidos por se esconderem atrás de déspotas e prepotentes e disseminam o mal de forma velada e sorrateira. Lagoa Santa me apresentou a esta dicotomia de forma peremptória e desconcertante. Tenho sido aprendiz contumaz das ações da velhacaria e embasbacado vejo seres humanos degradados e depauperados (no mal sentido é claro!) viverem de parcos vinténs. Ando por esta cidade da Luzia, do Lund, da Preguiça, mas me assusto mesmo é com os Trogloditas que transitam agora no Holoceno, criando uma nova casta de humanóides – Os Babacossáuros. O pior é que mal vejo nessa escuridão, quem se esconde no anonimato do vazio de suas almas. Covardes e medíocres, paus mandados a soldo de intolerantes que querem acuar pessoas de bem. Eu aqui, do alto desta colina do Bem Comum, onde finco meu estandarte flamejante e escudado pela transparência e pela claridade, exulto em poder falar e assinar meus modestos textos e assumir publicamente meus defeitos e virtudes. Coisas que me ensinaram meus amigos diletos, Papai, Mamãe, Dom Quixote e Dom Pixote, a Tartaruga Touché e seu amigo DumDum, Dartagnan e seus pares, Robin Hood e João Pequeno e tantos outros verdadeiros heróis da verdadeira vida. Estes personagens habitaram, meus sonhos e ideais e posso afirmar que morreria por todos eles. Por que sou assim? Papai do Céu explica e me contento com isso. Portanto caros amigos, continuarei sendo amigo de quem gosto, sendo pobre, rico, branco, negro, autoridade ou gente do povo. Não adianta tentarem me monitorar. Sou feliz assim e garanto a quem possa interessar - nunca me afastarei de alguém por intimidações ou insinuações. Não tenho propensão a me esconder, nem me anular por temor aos vigilantes sem mais o que fazer. Estas palavras são fruto do meu coração valente, mas amoroso e com vocês divido neste momento, quando necessito desabafar e chorar lágrimas de sangue. Mas não se enganem, fiquei sabendo uma coisa horrorosa - que me vigiam e vasculham. Então eu pergunto – Quem poderá me salvar? Somente ele, meu outro amigo do peito, o Chapolin Colorado. Neste eu confio!  Agora preciso finalizar este texto, mas imagino que, tanto a independência, quanto a obstinação e o sucesso incomodaram aos medíocres de plantão. Admiro muitas pessoas aqui, respeito mais um montão, sou parceiro de uma tonelada e privo da amizade de mais um tantão. Agora, aviso aos interessados, a caravana passa e os cães ladram. Au...Au...