De quem é a cidade?

De quem é a cidade?


Cidades do interior! Nem todas são províncias mais. Perdeu-se a inocência em sua grande maioria. Outras, tornaram-se progressistas, modernistas, maduras, grandiloqüentes e pujantes. Lagoa Santa - não sei ainda em que patamar se encontra. Já falei algumas vezes aqui neste minifúndio: Tão próxima da capital, mas às vezes parece estar a 500 km de distância. Antagonismo e esquizofrenia de gatos pingados - é o que parece. Não se pode negar, que mesmo tendo muitos habitantes letrados, esclarecidos e bons cidadãos, uma pequena minoria ainda se apresenta com o espírito provinciano estapafúrdio e beligerante. Gente preocupada com a vida alheia – coisa de mexeriqueiros e mariquinhas. Gente covarde, que nunca aparece. Detratores, mesquinhos e invejosos. Gente a soldo de psicopatas, tiranos, déspotas ou de prepotentes ultrapassados. Por que digo isso? Porque, por mais que façamos as coisas certas, às claras, nos deparamos com sorrateiros e vendidos a peso de banana nanica, paus mandados, que se prestam, a leviandades e baixarias. Percebemos nos últimos tempos, movimento surgido das sombras, incentivado por personalidades “importantes” e graduadas que pretendem combater e desacreditar aqueles que exercem função social relevante e independente. Esta, caros leitores é mais uma crônica em que procuro retratar o cotidiano de uma cidade indecifrável. Nela, já se viu existirem hipócritas e endinheirados que se arvoram como seus donos e querem a todo o custo impor golpismos e extravagâncias jurídicas para desacreditar e desqualificar pessoas de bem a qualquer hora do dia e da noite.  Fico muito triste, pois nela, encontra-se abrigada, história tão incrível e ímpar. É verdade que já se sente esta horda, nos estertores da suas vidas malignas. Novos ares para Lagoa Santa é o que precisamos. A única sensação de insegurança que ainda podemos sentir, nesta cidade, não é quanto a bandidos e marginais comuns, pois estes estão sempre perdendo para a polícia, e existem em todos os lugares, mas tememos e devemos combater os enrustidos que se arvoram em donos dela e lhes causa tanto mal. Para estes, esperamos que com a sua aprovação - homens e mulheres de bem, moradores desta aprazível Lagoa Santa - a indiferença, o sarcasmo e o combate diuturno para expurgar a escória da escória, que ainda habita estas plagas. A cidade não é somente desses mal intencionados e dissimulados, é nossa também. Que venha a guerra, a boa batalha que gostamos de lutar. E você aí, leitor, vai deixar barato ou vai se posicionar?