Somos todos, Macunaímas

Somos todos, Macunaímas


É sempre assim, sento-me diante do computador aos 48 minutos do segundo tempo, e como no futebol, ganho todas, impedido, com a mão santa, pênalti cavado ou roubado etc e tal. Todo brasileiro parece que é meio assim, não é verdade? Nós não sentimos a menor culpa de nada, ainda bem! Somos meio vira-latas, meio indolentes, meio enroladinhos, meio punguistas, mas somos o que somos e não negamos a raça! A Presidente Dilma, apontando o caminho a percorrer, nos indica o caminho tortuoso do marketing político, bem aprendido com o Lula Lá. Aquele que nunca sabe de nada, assim como o marketing político também finge não saber. Bem brasileiro, correto? Nos acostumamos desde sempre à Síndrome do Macunaíma, meio tupiniquim com bacalhau do Porto. Somos como disse aquele louco do Mário de Andrade - Os Heróis sem nenhum caráter. E vá você reclamar com a Corôa, grilhões e chibatadas no lombo e tudo sob o olhar singelo e jurisprudêntico do Supremo de chuchu. Não sou jurisconsulto, mas dou pareceres e desapareceres de montão. E cobro pouco, somente  parcas moedas de Euro e milhões de dólares americanos. Sou amigo íntimo da Angela Merkel, inclusive fui um dos seus mais notórios assessores nesta última eleição. Ganhou de lavada, seus pares é que não foram tão bem, uns chucrutes sem “Salchicha”. Fui também um dos palestrantes nas reuniões bacanais (corruptela de bacana, certo?) do Berlusconi, também conhecido como “O Coni”, de conivente com mafiosos e bandoleiros do Faroeste macarrônico. Não namorei sua filha, pois o Pato estava nadando de braçada e eu, como sempre não estou “Berlusconi” ninguém há muito tempo, que o diga minha pobre e sofredora esposa, também conhecida como Chef, a Chef Vânia. Sou amigo de personalidades marcantes e marcadas para cumprir penas de morte ou prisão perpétua. Aquele chinês, o tal do “Bo Xilai”, primo do “Bo Balhão” e irmão do “Bo Ping Pong”, sim, aquele que meteu a mão no dinheiro alheio, lá nos confins da China e que agora foi condenado por corrupção e mais um monte de benfeitorias e que certa vez, ao ser pilhado em pleno ato surrupiatório disse: “Eu fui muito descuidado e era dinheiro público, né!” é amigo do pai da minha tia-avó. Eu me lembro que falei para ele em mandarim impecável que aprendi no Luziana Lanna - “Ôxê, nôn Fêzi escóra cô o povim do mensarôn – Arigatô!”. E para meu espanto o descarado chorou de arrependimento. Eu também, querendo tripudiar e pisotear neste povo em pleno Desenvolvimento competitivo com o meu Brasil, que quer ter assento na ONU, ou será acento? Se for para ter assento, não precisa ir prá “Novi Yorque” (em português), senta na cadeira elétrica mesmo e vire torresmim a pururuca. Puxa vida, o que eu queria falar mesmo, acabei não falando. Mas que M...., quem poderia imaginar que os mensaleiros, seus asseclas e seguidores fiéis, tivessem amigos tão dissimulados e togados... Fui!