Fiz de mim um Poetolho

Fiz de mim um Poetolho


São tantas emoções! Disseram certa vez os poetas do romantismo brasuca, Roberto e Erasmo Carlos, compositores de tantos sucessos e maravilhosas recordações etílicas e figadais. Agora, quando começo a escrever estas mal traçadas linhas, de última hora, como sempre, transpus-me em espírito para o alto da localidade lagoasantense, conhecida como Morro do Cruzeiro e penso ser poeta como tantos os foram para expressar minha alma dolorida. Poetas, poetinhas e poetões, todos soberbos e maravilhosos. Não o serei jamais, pois tenho certeza que somente conseguirei a pecha de poetolho, uma mistura de poeta com piolho, ou pimpolho, como queiram. Mas esqueçamos isso por enquanto – Estou no Morro do Cruzeiro, lembram-se? Olho para baixo e avisto uma lagoa paradisíaca, olho para o lado e defronto-me com uma Capela singela e bucólica emoldurando uma pracinha que parece afagar um imenso céu cheio de estrelas e miríades de astros que encantam e surpreendem a alma humana, canina e lobina. Silvio Caldas, um grande cantor de outrora, cantava assim: – Minha vida era um palco iluminado. Eu vivia vestido de dourado. Palhaço das perdidas ilusões. Cheio dos guizos falsos da alegria. Andei cantando a minha fantasia. Entre as palmas febris dos corações... O máximo que consegui chegar próximo dae tamanha belezura, foram as tantas noitadas nos botequins da vida, lambiscando uns torresminhos e cantando, com os olhos fechados e exprimindo tremenda emoção que brotando de meu peito de pomba e barriga d’água me enlevavam e faziam-me o maior dos cantadores e românticos de última hora. Falo isso, pois neste momento, todos nós, aqui nestas terras dos cidadãos Lund e Brandt, as emoções têm sido deveras forte, desde priscas eras, tais quais as do tempo da Luzia e dos homens da raça de Lagoa Santa. Neste momento, nós herdeiros destes bravos e magnânimos homens das cavernas, nos deparamos com mais algumas trogoditices atemporais. Tacapadas, bordoadas, lenhadas, cacetadas e outras adas mais. Brigas e chutes nas... digamos assim, partes baixas ao norte do Equador. Bem acima do trópico de Capricórnio e abaixo do Arroio Chuí. Curvamo-nos e genuflexos, pedimos perdão, pois, palhaços das perdidas ilusões. Sim! Talvez você, assim como eu, prefira ser palhaço, do que bufões, fanfarrões, burlescos, gabolas e chocarreiros. Concorda comigo? Se concorda diga em alto e bom som – Choreiii Larrrrgado!