Bullying, causas e efeitos

Bullying, causas e efeitos


Por Iara Sá Motta
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A prática do bullying é um assunto muito sério. Segundo o IBGE, três entre dez estudantes já sofreram estereotipo de agressão física ou moral nas escolas. No Brasil também há casos de bullying com até 31% dos adolescentes. Estudantes contaram aos pesquisadores que, em 30 dias, passaram por agressões que os deixaram incomodados, intimidados e magoados. Também de acordo com as pesquisas, Belo Horizonte está em segundo lugar no ranking de capitais brasileiras com maiores índices de bullying, perdendo apenas para Brasília e sendo seguido por Curitiba.
Esse tipo de agressão acarreta os mais diversos traumas às vitimas, alguns chegam a cometer suicídio e as que não o fazem, muitas vezes cogitam fazê-lo. Existem casos conhecidíssimos de vítimas que não aguentaram as provocações por muito tempo e acabaram tendo este fim.
Amanda Todd, uma canadense de apenas 15 anos suicidou-se após sofrer bullying por mostrar os seios na internet. Rebecca Ann Sedwick, de 12 anos, estadunidense que era perseguida pelos colegas através de mensagens no celular, também. No Brasil, temos um caso extremo, Roliver de Jesus dos Santos que possuía também 12 anos, de Vitória, capital do Espírito Santo, se matou enforcado com um cinto após ter sofrido bullying massivo homofóbico.
O grande problema pode vir das escolas, apesar de atualmente estar cada vez mais raro, muitos diretores e professores fecham os olhos para atitudes como estas. Cristiane Ferreira da Silva, mãe de Nathan, um rapaz que sofre abusos desse tipo desde sempre, buscou a escola municipal, que se recusou a ajudá-la. “Eu acho que é matar o ser humano. É agressividade que leva a pessoa à depressão e à síndrome do pânico. É muito grave”, opina ela.
Em casos como este, é necessário que os pais tomem partido e as vezes, a melhor solução é mudar o filho de escola.
Não se sabe ao certo o que motiva uma pessoa a cometer tais atos, mas especulações apontam que o problema pode ter origem nas próprias casas, onde a criança muitas vezes não possui voz e, então, passa a querer atenção e algum poder, encontrando isso nas agressões aos colegas mais fracos ou quietos. É a forma que encontram de se impor e ter o controle sobre algo.
Por isso, não é necessário apenas o apoio às vitimas, mas também aos agressores, ensinando-lhes sobre o certo e o errado e corrigindo seus desvios de conduta, para que não voltem a incorrer nesses erros graves e para que não se tornem adultos agressivos e egocêntricos. A atenção então deve ser voltada a todos os envolvidos.
Evitar episódios como esses deve ser prioridade de todos os pais, mestres, do poder público e da sociedade civil como um todo. Situações como essas contribuem para formar caracteres não saudáveis em ambos, vitimas e agressores.