DENÚNCIA: Instituto Resgate na Vila Maria sob fiscalização da Secretaria de Educação

DENÚNCIA: Instituto Resgate na Vila Maria sob fiscalização da Secretaria de Educação


O JD - Jornal Diferente recebeu denúncia por email, de um grupo denominado “Grupo Reclama Sempre” sobre fatos supostamente ocorridos no Instituto Resgate, instituição situada no bairro Vila Maria, presidida pelo Pastor Charles Ribeiro e ligada à Igreja Batista Ebenézer e foi verificar a sua veracidade em visita surpresa na semana passada.
Em resumo a denúncia começa da seguinte forma: “Essa instituição, sob a responsabilidade de pastores evangélicos, acolhe e recebe crianças e adolescentes carentes da comunidade, fora do horário escolar para que os responsáveis possam trabalhar. Lá eles contam com professores (cedidos pela Prefeitura de Lagoa Santa), para atividades extracurriculares, auxilio ao para casa, banho e alimentação.”
“Atualmente estão ocorrendo situações que consideramos gravíssimas e que devem ser apuradas pela Secretaria de Educação do município, pela Câmara Municipal, pelos meios de comunicação e pelo Ministério Público. O Instituto está cada vez mais cheio de crianças, pois os gestores, em uma atitude louvável, mas às vezes irresponsável, as necessidades (SIC) de todos que a procuram.”
Os denunciantes dizem que as salas de aulas estão acomodando 50 crianças, tornando-se um local insalubre.
Alegam que foi desmanchada uma das casas existente no local e que o espaço pequeno que os alunos tinham fora de sala de aula, não existe mais e que a Instrução para os professores é que mantenham os alunos dentro de sala de aula. 
Que os espaços externos estão lotados de entulhos, madeiras cheias de pregos, telhas que podem servir de abrigo para escorpiões, etc...
Que a Instituição não tem material pedagógico quase nenhum para auxiliar o professor...
Que os alunos confinados em sala de aula, sofrem com o calor insuportável...
Dizem ainda que os responsáveis por esta instituição apesar da boa intenção em desenvolver trabalho social importante, não tem a mínima noção da parte pedagógica, metodológica e didática de um local que atende alunos fora de seu horário escolar.
Que a prefeitura cede seus profissionais professores e não faz nenhuma fiscalização... Que os profissionais estão sendo tratados como tomadores de conta de crianças e não como professores.
E continuam dizendo que: “A denúncia visa chamar a atenção dos órgãos competentes e da Secretaria de Educação para que façam uma visita à Instituição.”
Que os pais não reclamam, pois não sabem o que ocorre lá dentro... Etc. etc.



1º Email:

Gostaria de fazer uma denúncia relatando o que está ocorrendo no Instituto Resgate, instituição situada no Bairro Vila Maria em Lagoa Santa.

Essa instituição, sob responsabilidade de pastores evangélicos, acolhe, recebe crianças e adolescentes carentes da comunidade, fora de seu horário escolar, para que os responsáveis possam trabalhar. Lá eles contam com professores (cedidos pela  Prefeitura de Lagoa Santa), com atividades extra curriculares, auxilio ao para casa, banho, alimentação. 

É um trabalho muito bonito e elogiável, mas que precisa ser revisto em alguns aspectos já que, na concepção do grupo que represento, ainda está muito AMADOR, em se tratando de se trabalhar com crianças e adolescentes.

Atualmente estão ocorrendo situações que consideramos  GRAVÍSSIMAS e que devem ser apuradas pela secretaria da educação do município, pela câmara municipal, pelos meios de comunicação e também pelo ministério público.

 O Instituto está cada vez mais cheio de crianças, pois os gestores, em uma atitude louvável, mas às vezes irresponsável, as necessidades de todos que a procuram.

A instituição funciona em duas casas com cômodos pequenos que são transformados em salas de aula, com um espaço incompatível ao número de alunos que estão colocando, quando consideramos m² para cada aluno.

Atualmente a situação tem se agravado muito pois,  a instituição está em obras e ocasionando diversos os problemas que nos motivaram a fazer essa denúncia. São eles:

1 - Desmancharam uma das casas e transferiram todo o material físico e principalmente humano para a outra casa;

2 - Existem salas de aula que estão acomodando 50 crianças de 3 anos, tornando-se um local INSALUBRE, pois pouco espaço para muita gente, podendo provocar riscos de doenças  oriundas de bactérias, vírus e fungos, muitas vezes transmitidos em locais fechados com pouca ventilação e muita frequência de pessoas. Somos informados de casos de crianças com catapora frequentando o mesmo ambiente;

3 - As outras salas também com um grande número de crianças e adolescentes juntos num espaço pequeno caracterizando também INSALUBRIDADE;

4 - O pequeno espaço que os alunos tinham fora de sala de aula,  com a obra, não existe mais e a instrução, para os professores, é que mantenham os alunos DENTRO DE SALA DE AULA.

5 - Os espaços externos existentes no terreno da instituição estão LOTADOS de entulhos, madeiras cheias de pregos, telhas que podem servir de abrigo para escorpiões, e outros materiais que ocupam grande espaço e trazem perigo para os que lá frequentam (a maior parte crianças);

6 - O problema de manter os alunos “dentro de sala de aula’ é grande por várias questões que podemos pontuar como:

· A instituição não tem material pedagógico quase nenhum para auxiliar o professor, que fica COMPLETAMENTE, sem recursos materiais para desenvolver atividades variadas e lúdicas de acordo com a faixa etária de seus alunos. Essa falta de material não é só agora com a obra mas é uma rotina;

· Os alunos ficam confinados em sala de aula, sem recursos materiais, com um calor insuportável;

· Imagine você ficando praticamente 4 horas com alunos em sala de aula sem recursos materiais, com calor, sem espaço externo para eles se locomoverem e gastar sua energia. Humanamente, pedagógicamente IMPOSSIVEL.

7 - Os responsáveis por esta instituição, apesar da boa intenção em desenvolver um trabalho social IMPORTANTE para a comunidade, não tem a mínima noção da parte pedagógica, metodológica, didática de um local que atende alunos fora de seu horário escolar.

8 - A prefeitura por sua vez, cede seus profissionais professores para o Instituto Resgate e não faz NENHUMA fiscalização para saber como estão as condições de trabalho de seus profissionais que, na nossa concepção, estão sendo tratados como TOMADORES DE CONTA DE CRIANÇAS e não como PROFESSORES. Afinal, a secretaria de educação de Lagoa Santa deve lembrar-se que ela é responsável pelo bem estar de seus profissionais, na sua maior parte gabaritados, concursados, com especializações.

9 - A situação no Instituto Resgate está insustentável, em termos de condições de atendimento às crianças e de condições de trabalho dos professores que lá atuam.  Acreditamos que, a maior parte desses professores, às vezes, não denunciam, por medo de perder sua vaga, já que como todo brasileiro precisa lutar pela sua sobrevivência e, consequentemente de seu emprego.

10 - Com a parte física da escola do jeito que está, os alunos correm riscos de se machucar, de pegar alguma doença pelas condições precárias de acomodações, como relatado acima e, os professores correm risco também de doenças das mais variadas, além de, se acontecer algum acidente com algum aluno, serem responsabilizados.

11 - É claro que essa obra não poderia acontecer com os alunos e profissionais presentes, para não correrem riscos. 

Quem sabe transferir os alunos para outro espaço, uma escola municipal próxima que tenha salas vagas, por exemplo, até a obra ser concluída.

12 - Temos conhecimento também de que tem dia que falta ÁGUA, imagine! um local cheio de gente, sem água.

A nossa denúncia visa chamar a atenção para os órgãos competentes, principalmente a Prefeitura de Lagoa Santa, representada pela pessoa de sua secretária de educação, para que faça uma visita à instituição. Veja in loco em que condições os alunos estão sendo atendidos, entre aspas, de forma insalubre e sem o mínimo de material para que sejam desenvolvidas com eles, realmente, atividades pedagógicas que auxiliem em sua formação como estudante e como pessoa.

Fomos informados (não é oficial) que a Instituição recebe verbas para esse atendimento, e a fiscalização do destino dessas verbas?

Os pais não reclamam por que não sabem o que ocorre lá dentro, os riscos que seus filhos estão correndo. Eles estão “tranqüilos” pois,  tem um local para deixar as crianças. Vamos ver, esperamos que NÃO, quando acontecer alguma coisa mais grave por lá................... 

E os professores, em que condições estão trabalhando? Sem condições mínimas para desenvolverem, realmente um bom trabalho pedagógico. Estão em um ambiente INSALUBRE, DESORGANIZADO, SEM UMA ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO ADEQUADO, completamente abandonados pela PREFEITURA, PELA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, que NUNCA , apareceu por lá para ver como funciona. 

Temos conhecimento de que, muitas vezes, recebem ORDENS de uma funcionária da portaria, “DE CONFIANÇA- X9” dos gestores do local,  que não tem nenhuma formação pedagógica nem para vigiar nem orientar professores com formação superior.

Gostaríamos de INFORMAR que esta DENÚNCIA, a partir de HOJE, estará sendo encaminhada ao Ministério Público, aos órgãos de comunicação (TV- radio- jornal), à câmara municipal, ao sindicato dos professores, e compartilhada em “TODAS” as redes sociais.

Solicitamos à Srª Secretária de Educação de Lagoa Santa, que acreditamos ser uma pessoa séria, comprometida com as questões educacionais de seu município,  que faça uma visita, “SURPRESA”, de preferência ainda essa semana, NO HORÁRIO DA MANHÂ, que é o mais problemático, pela superlotação, e tome alguma providência antes que algo GRAVE, ocorra com os alunos ou com algum professor.

Vamos acompanhar os acontecimentos, ver se a Secretaria de Educação, foi verificar as denúncias e, principalmente se tomou providências.

Essa denúncia está sendo feita ANONIMAMENTE por receio de represálias por parte dos segmentos envolvidos, mas mesmo assim esperamos que seja  deve levada a sério. Até a polícia checa denúncias anônimas, que na maior parte das vezes são reais e auxiliam à polícia a elucidar casos graves. 

Esperamos que sejam tomadas providências. E que a Secretaria de Educação faça seu papel. 

AGUARDAMOS A VISITA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO AINDA ESSA SEMANA NO LOCAL



Pois bem, o JD – Jornal Diferente foi ao local sem aviso prévio, logo após ter recebido a denúncia e foi atendido pela coordenadora Cristiane Silva que afirmou nervosa que não RECEBIAM DINHEIRO PÚBLICO, em resposta a nossa afirmativa de que a Instituição por receber dinheiro público deve dar explicações à sociedade e por isso estávamos lá, para obter as respostas quanto à denúncia. Indagada sobre se o convênio com a Secretaria de Educação, através da cessão de 20 profissionais (2 vigias, 7 professores, 6 agentes de serviço escolar, 4 serventes), da alimentação, do material pedagógico, etc. não caracterizava o recebimento de DINHEIRO PÚBLICO, a funcionária, insistiu em dizer que não, e ainda completou dizendo que a Prefeitura/Secretaria de Educação estava em falta, não fornecendo sistematicamente, alimentação, material pedagógico, material para o Berçário e que já haviam enviado inúmeros Ofícios não respondidos pela Secretaria de Educação. A funcionária disse ainda que o convênio com a Secretaria que deveria ser renovado todo ano em Março, só agora está sendo renovado. Falou que água, luz e telefone são pagos com ajuda de parceiros da Igreja. E finalizou dizendo que a capacidade da Creche é para até 220 crianças em 02 turnos e que hoje conta com mais ou menos 150. 
Quando ainda estávamos lá, chegou uma equipe de representantes da Secretaria de Educação que também vistoriou o local, acompanhada pelo Pastor Charles e breve dará o seu parecer sobre a situação encontrada.
Nossa impressão é de que o local estava limpo e aparentemente dentro das normas, mas ficamos sabendo após nossa estada lá, que dois dias antes os responsáveis pela Creche, já aguardando a denúncia, fizeram algumas modificações ( se fizeram isso, abominamos pois não demonstra atitude de gente temente a Deus – esperamos que não!). 
E para finalizar logo após visitarmos o local e chegarmos à Redação do JD, recebemos outro e-mail, informando que já sabiam da nossa visita ao local e nos parabenizando pela rapidez (O que não deixamos de achar estranho), pois só fizemos nossa obrigação enquanto veículo de comunicação imparcial, independente e ético, mas também para nossa surpresa os responsáveis pela denúncia, neste novo e-mail, o que consideramos grave, comunicam que os responsáveis pela Creche cobram mensalmente R$ 30,00 dos pais dos alunos atendidos por eles. 
Com a palavra a Secretária de Educação, Professora Daniela, que até o presente momento não nos retornou a ligação. (Deixamos claro, que seguindo a ética jornalística, temos por bem sempre ouvir as partes envolvidas)



2º Email:

Caros responsáveis por esse Jornal

Fomos informados que vocês compareceram hoje pela manhã no Instituto Resgate apurando as denúncias feitas por nosso grupo.
Ficamos muito felizes, pois, pudemos constatar a seriedade desse meio de comunicação que vem representando com ética e propriedade o município de Lagoa Santa e Região.
Não poderíamos esperar outra coisa dos profissionais que aí atuam, pois afinal de contas, são cidadãos que devem representar com dignidade, ética e responsabilidade as questões da nossa sociedade.
Queremos parabenizar aos seus gestores que na pessoa de seus representantes, foram até o Instituto e puderam constatar as condições precárias das instalações físicas e as mínimas condições de trabalho em que atuam seus professores.
Gostaríamos de comunicar que o Instituto recebeu também a visita in loco, da Secretaria de Educação, que, para nossa alegria, atendeu ao nosso pedido indo apurar nossas denúncias. 
Gostaríamos de levar ao conhecimento desse jornal, que SUGERIMOS   à SEMED que seja marcada uma reunião com os professores municipais,  que atuam no Instituto Resgate, na própria secretaria, o mais rápido possível, no intuito de apurar, oficialmente, os fatos que ocorrem no local, além de poderem relatar, com o respaldo dessa secretaria, as suas condições de trabalho.
Outra questão que gostaríamos de abordar com esse jornal é que, não temos conhecimento, com segurança, se o Instituto  Resgate recebe “verbas públicas” para manter a instituição, mas queremos INFORMAR,  que os mesmos, cobram a quantia mensal de R$30,00 dos pais dos alunos que são atendidos por eles. 
ACHAMOS que essa cobrança é ilegal, até por que é uma comunidade EXTREMAMENTE CARENTE, principalmente se os responsáveis pelo instituto receberem verbas públicas para se manter.
Esperamos que esse jornal, não fique somente na visita in loco, mas que divulgue, através de ações  CONCRETAS, todas essas irregularidades.
Com a visita do jornal e da secretaria, os gestores do Instituto, não sabemos como, conseguiram maquear, algumas situações que ocorrem no local, não sabemos se foram avisados antes da DENÚNCIA, ou da visita surpresa. 
O fato é que, hoje pela manhã, estavam ajustando algumas situações, irregularidades. 
Aguardamos os encaminhamentos futuros para reverter a realidade apurada, quanto ao funcionamento da instituição, no que tange às questões de espaço  físico e principalmente pedagógico. 
Nos próximos dias, estaremos divulgando nas Redes Sociais, a seriedade desse jornal, em apurar, in loco, as denúncias feitas por nosso grupo e, quem sabe, fazer uma matéria sobre o assunto.
É muito bom saber que podemos contar com vocês.
Continuaremos enviando denuncias para vocês.
Parabéns pela seriedade do trabalho.