Seca na Lagoa do Sumidouro se relaciona com baixo regime de chuvas

Seca na Lagoa do Sumidouro se relaciona com baixo regime de chuvas


Foto: Lagoa do Sumidouro 2011/2013: Luísa Cunha Cota    A Lagoa do Sumidouro, localizada na região de Fidalgo, encontra-se neste momento em um período de grande seca, provavelmente, devido ao baixo índice de chuvas registrado nos meses finais de 2012 até agora. Este fenômeno de secas e cheias da Lagoa é natural e histórico, há registros de um esvaziamento desta por um período de 8 meses nos anos de 1975-76 e por cerca de 2 meses nos anos de 1987-1988. Em 2008 a Lagoa do Sumidouro também secou consideravelmente, como se pode ver pela fotografia tirada na época. Já em 2011, que foi um ano com maior volume de chuvas a Lagoa esteve visivelmente mais cheia.
    Esta famosa Lagoa conhecida por sua beleza fica em uma região denominada cárstica. O carste é um tipo de relevo formado pelo efeito corrosivo da água sobre rochas solúveis como o calcário, o que propicia o aparecimento de cavernas, sumidouros, depressões, dolinas e lagoas como a do Sumidouro.Foto: Lagoa do Sumidouro 2011/2013: Luísa Cunha Cota Devido às características peculiares da região cárstica, o volume das lagoas se associa diretamente a quantidade de chuvas. No carste podem ser formados depósitos subterrâneos de água (aquíferos), além de um sistema de transmissão que possibilita uma comunicação entre a água subterrânea e a superfície, e vice-versa. O sumidouro, presente na Lagoa de mesmo nome, é um exemplo de canal no qual a água superficial atinge o sistema subterrâneo. Como em 2013, até o momento, tem se registrado um índice de chuvas abaixo da média, os pontos de recarga do aquífero cárstico não foram abastecidos afetando diretamente esta Lagoa. Aproximando-se o período de chuvas espera-se o abastecimento dos reservatórios, rios subterrâneos e córregos que desaguam na Lagoa do Sumidouro, tendo como destaque o Córrego Samambaia, fazendo com que esta volte a encher.
    A beleza da formação da Lagoa do Sumidouro varia de acordo com as estações do ano, características peculiares são encontradas nos períodos de seca contrastando com os de cheia. Vale a pena destacar que a Lagoa serve de “ponto de parada” de aves migratórias, sendo que na seca temos espécies diferentes da época de cheia, inclusive presentes na lista de espécies ameaçadas de extinção do estado de Minas Gerais.
Fontes:  BDMEP – INMET