Tratamento de esgoto e água em Lagoa Santa são eficientes?

Tratamento de esgoto e água em Lagoa Santa são eficientes?


Por Fabrícia Araújo
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Você sabe o que significam as siglas ETE e ETA? A primeira é a Estação de Tratamento de Esgoto, a segunda, Estação de Tratamento de Água.  Temos em nossa cidade, a Estação de Tratamento de Esgoto, localizada na Avenida Pinto Alves.  Em termos técnicos, a assessoria de imprensa da Copasa informou que “a reserva é responsável por decompor a matéria orgânica presente nos esgotos e reduzir a carga poluidora para que os efluentes possam ser devolvidos aos cursos d’água sem causar prejuízos ao meio ambiente”.  Em outras palavras, significa dizer que a ETE é responsável por filtrar as impurezas de todo esgoto que passa pela cidade.
Em Lagoa Santa existem duas ETE´s em operação: a ETE Central, responsável por tratar o esgoto proveniente dos bairros Bela Vista, Chácara Panorama, Joana D´arc, Ovídeo Guerra, Promissão, Lundcéa, Residencial Lagoa Santa, Joá, Industrial, Várzea e adjacências. A segunda é a ETE Vila Maria, responsável por tratar esgoto de bairros mais distantes como Jardim Imperial, Vila Maria, Vila Rica, Lapinha e Palmital. Mesmo com a implantação de tubulação por onde passam os dejetos, ainda existem muitos bairros que não recebem o encanamento adequado. Com relação a esses bairros, a assessoria de imprensa da Copasa informou que “já está prevista a elaboração de um projeto para a implantação de sistema de esgotamento sanitário”. A assessoria também não informou quando iniciará o projeto e nem quando será instalado nos bairros que ainda não o possuem. Enquanto isso, parte da população lagoassantense ainda sofre com a falta da rede de esgoto e é obrigada a conviver com o mau cheiro devido à falta de tratamento adequado, tema de grande importância para a saúde pública.
Sobre a ETA, Estação de Tratamento de Água, a Copasa informou que “o objetivo é purificar a água bruta captada pelos postos e torná-la potável para o consumo”. A assessoria afirmou também que “em Lagoa Santa, a captação da água é feita em poços artesianos, o que dispensa o tratamento convencional, bastando a desinfecção com cloro, que elimina os germes nocivos à saúde e garantindo a qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios. A água captada é  também fluoretada em atendimento à Portaria do Ministério da Saúde, que consiste na exigência da aplicação de uma dosagem de composto de flúor com o objetivo de reduzir a incidência de cárie dentária”. Mesmo com o tratamento feito pelo órgão, a água consumida em Lagoa Santa não é cem por cento purificada. O líquido ainda é tomado por grande quantidade de calcário. Sobre a presença deste componente na água, a assessoria de imprensa afirmou que “não traz prejuízo a saúde humana”, porém ao ser consumida, a água apresenta sabor desagradável e  deixa as pessoas receosas de ingerir o líquido, devido ao risco de calculo renal. Esta situação obriga as pessoas a comprar galões de água mineral para o consumo. Os prejuízos para os consumidores não param por aí: para ter água limpa, torna-se necessário a instalação de filtros próximos aos hidrômetros para completar o tratamento da água. O trabalho que deveria ser feito pela prestadora de serviços, hoje é custeado pelos consumidores, porém, a maioria da população não têm condições de arcar com tais despesas e optam por comprar os galões de água e utilizam a água calcária para o banho e para uso de higiene rápida, como lavar as mãos, lavar vasilhas e para cozinhar. O prejuízo vem com a perda de brilho dos utensílios domésticos e a impregnação de calcário em objetos como panelas e talheres.

Nota do JD – Jornal Diferente: Os problemas citados na matéria têm solução? Quanto à presença do calcário na água, as tarifas podem ser cobradas mesmo como solução paliativa? Os consumidores ao pagarem tarifas têm o direito de consumir água limpa e pura como também de utilizá-la para outros fins, sem ter seus objetos danificados e sua saúde prejudicada?
Solicitada a responder estas e outras questões, principalmente sobre o Contrato entre a cidade e a Copasa que segundo consta está vencido e ao ser renovado poderia trazer vantagens à Lagoa Santa, mais uma vez não obtivemos resposta da Prefeitura.

Usuário dos Filtros Fusati reclama sobre aumento na taxa de regeneração do produto.
Leitor do Jornal Diferente e usuário dos filtros “Fusati” enviou e-mail reclamando sobre o aumento considerável no preço do produto. O consumidor afirma que “mais uma vez, sem qualquer comunicado, a empresa aumentou a taxa de regeneração (limpeza do filtro feita com sal sem utilização do iodo) em 33%”.