Copasa esclarece as condições de tratamento e fornecimento de água em Lagoa Santa

Copasa esclarece as condições de tratamento e fornecimento de água em Lagoa Santa


Por Fabrícia Araújo
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Recentemente fomos acionados por moradores do Bairro Jardim Imperial que alegavam estar sem água há três dias. Fomos ao local e verificamos que bem na entrada do bairro havia um imenso buraco cavado para a troca de tubulação avariada. Ao conversarmos com o responsável pela obra, ele nos disse o seguinte: “A manutenção foi solicitada, pois havia vazamento de água. Neste caso foi preciso trocar a tubulação que era de PVC por outra nova de ferro. Quando é solicitada a manutenção é preciso fechar o registro - o que ocasiona a falta d’água temporariamente. No caso do Jardim Imperial a demora ocorreu, pois a retro escavadeira havia quebrado”. Explicou também, que “às vezes, falta água por causa de avarias na rede elétrica quando um equipamento chamado “Brooster” desliga e não bombeia água para o reservatório. A população precisa entender que serviços de manutenção sempre serão necessários e quando isso ocorre o registro precisa ser fechado e faltará água por um determinado período”. O serviço foi feito, a tubulação trocada, a água voltou, mas... O buraco continua lá após mais de uma semana. Porque será que ainda não está fechado? Aproveitamos a oportunidade do tema e endereçamos algumas perguntas ao Departamento de comunicação da COPASA sobre as decisões propostas pelo Sr. Clébio Antônio Batista - Superintendente da COPASA - em Audiência Pública realizada em Lagoa Santa em fevereiro de 2011. Leia as respostas:
Atualmente o município recebe em média 220 litros de água por segundo. Essa quantidade é distribuída por poços e tratada pela ETA Confins – Estação de Tratamento de Água de Confins. O município recebe ainda,  água dos poços artesianos localizados nos bairros Lapinha, Várzea, Campinho e Lagoa Mansões.  Quanto ao tratamento do esgoto, a Copasa atualmente coleta 40% do esgoto da cidade e trata o mesmo tanto.
Soluções para melhorar as condições de abastecimento e fornecimento da água foram dadas em audiência pública realizada em fevereiro de 2011, com a presença do então prefeito da cidade, o secretário municipal de planejamento e Meio Ambiente, um vereador representante, o presidente da Câmara Municipal, alguns moradores da cidade de Lagoa Santa e também o  Superintendente da Copasa Clébio Antônio Batista.
De acordo com o documento assinado, os problemas mais questionados durante a reunião foram a cor escura da água e as interrupções na rede de abastecimento em bairros de Lagoa Santa, que aconteciam com freqüência atingindo cerca de 30 mil moradores.
Durante a reunião, Clébio Antônio Batista respondeu a todos os questionamentos feitos pelos participantes, justificando as  situações atuais e comunicando as ações da Copasa quanto ao fornecimento e tratamento da água.
O assunto tratado e registrado em ata abordou principalmente sobre a importância do fornecimento de água limpa, a infraestrutura de qualidade e principalmente a garantia na eficiência e eficácia dos serviços prestados pela Copasa.
O superintendente garantiu que “as obras da Adutora Noroeste irão permitir o abastecimento das cidades de Lagoa Santa, Vespasiano e São José da Lapa, por intermédio do Sistema de Abastecimento Metropolitano.” Segundo registrado em  ata, a obra seria finalizada no primeiro trimestre de 2012.   Em resposta as perguntas do Jornal Diferente, a assessoria de imprensa da Copasa informou que  “as obras da adutora Noroeste que ligam o abastecimento de água ao Sistema Integrado da Bacia de Paraopeba ainda estão sendo finalizadas”, mas não deu a previsão para sua conclusão.
A assessoria de imprensa também informou sobre a construção de uma nova adutora, que vai atender ao bairro Aeronautas. Segundo informações cedidas, “essa obra faz parte da segunda etapa da ampliação do Sistema de Abastecimento de Água da cidade de Lagoa Santa”. Com relação às obras de expansão do sistema de distribuição e reserva de água, segundo a assessoria, “ainda existem algumas etapas a serem concluídas”.
No ano de 2011, a Copasa realizou a ligação de 698 metros de redes distribuidoras de água, ampliou a capacidade de bombeamento das elevatórias de água e a produção para o abastecimento nos bairros Várzea e Lagoa  Mansões. Além disso, aumentou o fornecimento de carros pipas durante a época mais quente do ano.  Com o objetivo de melhorar o abastecimento de água na região do bairro Vila Maria, o bairro Campinho foi equipado para aumentar o fornecimento de água em mais 20 litros por segundo.
Sobre a presença de calcário, ferro e manganês, elementos químicos presentes na água utilizada para o banho e o consumo, o Superintendente Clébio Antônio Batista afirmou durante a audiência realizada em  fevereiro de 2011, que a presença desses elementos não afetam a saúde do consumidor. Ainda segundo informações contidas no documento, a providência seria tomada com a utilização de produtos aplicados na água,  que inibiriam a presença do ferro e do manganês a partir do dia 01/03/2011. Questionada sobre a existência desses elementos químicos na água de Lagoa Santa, a assessoria de imprensa informou que “a água fornecida por captação subterrânea dispensa o tratamento específico para ferro e manganês. Porém, é feito o monitoramento desses parâmetros para atendimento à Portaria 2.914/2011”.
Com relação às obras realizadas para melhorar o fornecimento e a condição da água da cidade, Clébio Antônio Batista, afirmou em outra audiência pública realizada no dia 18/04/2011 pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que “problemas com a cor escura e as interrupções na rede de abastecimento de Lagoa Santa serão resolvidos até 2012”. Durante a mesma audiência, o superintendente afirmou ainda que “a Copasa estaria finalizando as obras de uma adutora que vai abastecer a região”. “Ainda faltam redes de abastecimento e um reservatório para concluir as intervenções”. Segundo a mesma matéria divulgada pelo site da ALMG (www.almg.gov.br), “o esclarecimento foi prestado devido a reclamações de moradores de Lagoa Santa, que questionaram a falta de água durante a semana e  a cor do líquido, que impossibilita a lavagem de roupas e para consumo”.
Sobre as redes de água com tubulação em PVC, material frágil que pode ser quebrado com a pressão da água causando vazamentos, a assessoria informou que “a troca do material pode vir a ser necessária dependendo da situação em que se encontre a tubulação”.  Outro defeito que pode vir a interromper o fornecimento da água é a deterioração do asfalto, muitas vezes causada por um serviço de manutenção mal feito. Informaram ainda que qualquer serviço destinado a reparo deve ser acompanhado por um responsável técnico, para garantir a eficiência na conclusão do trabalho. Quanto a essa questão, a assessoria da Copasa esclareceu que “todos os serviços são fiscalizados, mas em alguns casos, pode ocorrer o abatimento no asfalto. Quando isso acontece, a empresa responsável é acionada para fazer a correção dos serviços, sem ônus para a Copasa”.
A assessoria da copasa informou ainda, que “com a obra da Adutora de Integração, bem como com a construção de novos reservatórios e adutoras, a demanda será atendida e as necessidades atuais e futuras serão prontamente solucionadas.  Atualmente, não há intermitência quanto ao abastecimento e distribuição de água na cidade de Lagoa Santa. Esses problemas existentes, são pontuais e demandam manutenções emergenciais.  Os investimentos realizados pela Copasa no município garantirão o atendimento à demanda atual e futura, visando contribuir para o progresso e desenvolvimento da cidade”.