Cidade dos contrastes - Contra informação

Cidade dos contrastes - Contra informação


Por Roberty Lauar
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Em Lagoa Santa, algumas pessoas pensam que cara fechada pode se tornar um insulto e motivo de justificativa para se execrar fulano ou sicrano. Um temperamento austero ou até mesmo bronco se torna motivo para intrigas e rancores. Em se tratando de eleições então, nem se fala, competência, qualificação, denodo e resultados, parecem ficar em segundo plano. Importa sorriso aberto e afabilidade, tapinhas nas costas e sorriso largo tornam-se atrativos para a conquista de votos. Em épocas de conquistas cidadãs e de avanços das questões republicanas, ainda encontramos aqueles que se deixam influenciar por práticas antigas e ultrapassadas. Pouco importa se demandas quase sempre pessoais se misturam e se sobrepõem às questões coletivas. Aquele cidadão acomodado e alienado, se deixa levar pelo que ouviu dizer ou pelo rumor das esquinas. Não conhece a verdade dos fatos, mas afirma que a fonte é fidedigna. A informação nem sempre é filtrada e na maioria das vezes causa estragos. Neste raciocínio, vemos a “informação” servindo como estratégia para campanhas políticas e, principalmente, para desconstruir imagens. É a contra informação. A CIA, o FBI e até mesmo o agente 007 entram em ação. Vale tudo! Palavras ou meias palavras dizem tudo e um pouco mais. Percebe-se até mesmo, subliminarmente, o incentivo a voto por gratidão, que passa a ter mais importância do que o voto consciente e independente. Por isso campanhas com slogans na primeira pessoa do singular são aceitas incondicionalmente e não causam perplexidade. Atraem incautos e ingênuos. Sugerem que não importa se remetem à falta de projetos e soam como o canto da sereia que inebria e obnubíla cérebros não tão atilados. Vale tudo nesta guerra e quem perde é a civilidade e a Urbis. Outro ponto a se entender é o que diz respeito à informação, ou melhor, à deturpação da informação, quer ver só? Ouve-se falar, insistentemente, que a educação no município precisa melhorar mesmo após o IDEB ter sido anunciado nacionalmente e tendo Lagoa Santa, conquistado média 5,7, a melhor dos últimos anos, a melhor da Região Metropolitana e a sexta melhor do Estado de Minas Gerais. Ouve-se dizer também que a saúde vai de mal à pior e que o Hospital “Santa Casa” não atende direito a população. E sem querer entrar no mérito da qualidade do serviço prestado por esta instituição, consta que o Hospital da “Santa Casa” não é da Prefeitura, aliás, nenhuma Santa Casa no Brasil é de Prefeitura alguma. Os maus serviços de Urgência e de Emergência denunciados por  parte  da população são de inteira responsabilidade do Governo Federal (SUS) e das instituições citadas. É claro que os municípios podem e devem contribuir para a melhoria da saúde em geral, mas daí querer jogar a culpa nos ombros dos municípios, vai uma distância enorme. A Informação desde eras imemoriais vem sendo deturpada como estratégia de guerra ou de campanhas políticas. Na verdade, são utilizadas por adversários políticos em todos os cantos do Brasil e do mundo que aproveitam para tornar uma situação “opositora” sempre um pouco pior. É a política do quanto pior, melhor. Neste caso da saúde, a verdade é que a responsabilidade das Prefeituras em todo o Brasil se remonta à saúde pública, que significa, entre outras coisas, saneamento básico, Postos de Saúde para consultas (e não para Urgência) e atendimento de endemias, vacinação etc. Portanto, atendimento de Urgência é responsabilidade do SUS (Governo Federal) e não das Prefeituras. Em período eleitoral, políticos prometem mundos e fundos, dizem que irão melhorar até a claridade do sol e depois apresentam a conta da escuridão chamada: frustração, decepção e desapontamento. Esses recursos não tão ortodoxicos, devem ser filtrados pelo cidadão esclarecido. Fica então a pergunta: Como devemos entender uma campanha à Prefeitura baseada nas questões da saúde, se apresentada por alguém que já exerceu cargo público legislativo e nunca apresentou um projeto de Lei sequer para melhorar a saúde do município? Oito anos não teria sido tempo suficiente?