Pinto Alves: Revitalizar, duplicar ou simplesmente asfaltar?

Pinto Alves: Revitalizar, duplicar ou simplesmente asfaltar?


Avenida de integração
  Existe em Lagoa Santa uma via de trânsito que deveria ser considerada e denominada como a verdadeira Avenida de integração, se fosse tratada como tal. Trata-se da MG10 que corta o município e tem diversos nomes em sua extensão: Acadêmico Nilo Figueiredo, João Daher, Pinto Alves, São Sebastião, etc. Esta rodovia, que é de responsabilidade do Governo Estadual (DER), passa por Lagoa Santa em direção à Serra do Cipó e outras localidades e nunca trouxe benefício para a cidade, pelo contrário, trouxe trânsito pesado, congestionamento, dor de cabeça, muito incômodo e uma necessidade constante de “manutenção”. 

O que se anuncia neste momento como alternativa ao trânsito intenso na Pinto Alves:
Neste momento, vem sendo anunciado a construção pelo município de outra via de trânsito, denominada “Avenida de Integração”. Esta avenida deverá ser construída às margens de um córrego e bem próximo a região onde se encontram várias minas d’água (Bairro Sobradinho) e o investimento será com verbas do município.

Entenda um pouco mais:
A região onde se pretende construir a já anunciada “Avenida de integração” está bem ao lado da MG10 mais conhecida como Rua Pinto Alves. A Rua Pinto Alves, do sinal da Av. João Daher até o número 1.300, pertence ao município (foi municipalizada há algum tempo), ou seja, transferida do Governo Estadual para o município de Lagoa Santa, sem nenhum Bônus e como se fosse um verdadeiro presente de Grego.
Após o número 1.300 até a ponte sobre o Rio das Velhas, ou seja, a maior parte da Rua Pinto Alves, a mesma, deixa de ser do município e continua sendo do Governo Estadual (Manutenção, Leis, Direito Civil, afastamento legal, licenciamentos etc.). Neste trecho existem vários bairros e uma população imensa, muito comércio, pontos de ônibus cheios de poças d’água, vias estreitas, sinalização precária, sem passeios, o que dificulta pedestres caminharem com segurança, assim como inúmeros quebra-molas irregulares.

O que pretende o município:
Construir nova via de trânsito, com recursos próprios, em região altamente fragilizada e ambientalmente próxima da degradação, em detrimento da duplicação ou revitalização da Rua Pinto Alves que é de responsabilidade do Governo Estadual que tem mais recursos financeiros e uma imensa dívida com a população de Lagoa Santa, ao utilizar este caminho “alternativo” da MG 10, sem pagar pedágio algum à cidade.

Nota do JD – Jornal Diferente:
É certo que o município precisa de obras viárias relevantes e é certo também que o progresso influencia na tomada de decisões pelo poder público quanto às obras necessárias, mas será que o Governo Estadual, instigado pelo Governo Municipal não poderia oferecer uma solução melhor?