Condomínio, casa ou apartamento, onde morar sem ter “medo”?

Condomínio, casa ou apartamento, onde morar sem ter “medo”?


Esse não é um problema para os moradores das calmas cidades do interior. Mas, nas metrópoles brasileiras, a segurança contra ladrões e assaltos é uma das maiores preocupações. Quando alguém pensa em um lugar para morar, normalmente leva em conta critérios como a paisagem vista da janela ou do quintal, o conforto, o comércio próximo e a facilidade de acesso. São itens realmente importantes, que podem tornar a vida mais agradável. Mas não são os únicos a considerar. No Brasil, existem 45 milhões de residências. Apenas 0,33% delas possuem sistemas de proteção, como alarmes e câmeras, monitorados por empresas especializadas. Todo o resto conta com sistemas caseiros ou cuidados precários. Em tese, estariam todos inseguros. No entanto, é possível estabelecer uma comparação precisa entre apartamentos, condomínios e casas com frente para a rua levando em consideração suas fragilidades e seus pontos fortes.
Quem lê as páginas policiais dos jornais, com freqüentes relatos de assalto a apartamentos, tem a impressão de que prédios são mais vulneráveis que qualquer outro tipo de habitação. Não é o que dizem as empresas de seguro, para as quais esse dado é um referencial no valor da cobertura. Segundo elas, para cada seis assaltos a casas térreas, ocorre apenas um em edifícios. A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, especializada em avaliação de imóveis, registrou uma tendência de queda na compra e venda de casas desse tipo nos últimos dois anos. Outro engano é achar que os prédios isolados são mais inseguros que aqueles em condomínio. O risco é o mesmo. Na próxima edição mostraremos as principais vantagens e desvantagens de cada forma de moradia, segundo os especialistas em segurança residencial. Ninguém é obrigado a deixar a casa de seus sonhos depois de conhecer as diferenças. Mais importante do que isso é estar ciente de cada uma das fragilidades para se precaver contra surpresas desagradáveis.
Fonte: Veja.com.br