Mayana Neiva vive a decidida Charlene em “Sangue Bom”, nova novela da Globo

Mayana Neiva vive a decidida Charlene em “Sangue Bom”, nova novela da Globo


Por Fabrícia Araújo
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Natural de Campina Grande na Paraíba, a atriz Mayana Neiva deixou a capital aos 15 anos para fazer intercâmbio nos Estados Unidos, quando descobriu sua vocação para atriz  e estudou Drama na Universidade de São Francisco na Califórnia.
Aos 19 anos, Mayana retornou para a Paraíba participou e venceu o  concurso “Miss Paraíba 2003”. Em seguida, a atriz recebeu a faixa de Miss Simpatia ao representar seu estado no “Miss Brasil” no mesmo ano. Com o objetivo de aperfeiçoar sua carreira, Mayana se muda para São Paulo em 2004 e aproveita a oportunidade para estudar e se formar em  filosofia na PUC-SP.
Ex- integrante do grupo de teatro Antunes Filho, a atriz faz sua estréia na Globo em 2007, na minissérie “A Pedra do Reino”, mas se destaca no papel de Karina, na minissérie “Queridos Amigos”, em 2008. Dois anos depois brilha no papel de Desireé Oliveira, última versão da novela “Ti-Ti-Ti”. Em 2012 participa da minissérie “Dercy de Verdade” como Olívia e no mesmo ano, interpreta a vilã ambiciosa Maria do Amparo em “Amor Eterno Amor”. Além destas, a atriz também participou da minissérie “Dalva e Herivelto-Uma Canção de Amor (2010) e da novela “Cordel Encantado(2011)”  Neste ano a atriz vive a personagem Charlene, na novela “Sangue Bom”. Em entrevista ao JD- Jornal Diferente, a atriz fala sobre as expectativas do novo trabalho, carreira e os projetos para o futuro.
JD - Você sempre sonhou em ser atriz? Como aconteceu sua ida para as artes cênicas?
Não. Sonhava em trabalhar com física nuclear, ser cientista, astronauta..ganhei prêmios de física nos EUA quando fui fazer intercâmbio, na Califórnia e foi lá que por acaso descobri o teatro. Mas tenho que confessar que desde a primeira vez que vivi esta alquimia que é  transformar as estórias que amo contar, me transformei para sempre.
JD - Como foi deixar a sua cidade natal em busca do seu sonho?
Difícil, mas absolutamente necessário. Ver e viver os teatros de são Paulo foi formador da minha identidade. Passar pelo Teatro Oficina, pelo CPT foi muito importante. Mas lamento somente o fato de isto me deixar longe da minha família, e dentro meu Estado não existirem escolas de arte para a minha idade na época.
JD - Você já tem outros projetos de trabalho no teatro ou na TV após a novela?
Sim em breve compartilho. Quero muito trabalhar com o Jô Bilac, amigo de muito tempo.  Também lanço o “Vendedor de Passados” filme do Lula Buarque de Holanda com o Lázaro Ramos em outubro e um outro que se chama “O Tempo que Leva” da Cintia Dommit Bittar em breve...
JD - Como você lida com a rotina de gravação? Tem tempo para se divertir?
 Adoro gravar e brincar de ser meus personagens. Sempre me redescubro através deles.   Acho importante a idéia de equipe, trabalhar bem em equipe pra mim é fundamental. Teatro, televisão e cinema são trabalhos bastante coletivos e em geral seriam presença positiva e propositiva nas minhas equipes de trabalho.
JD - Além do talento, a beleza também é um fator que contribui para a sua carreira. Como você se cuida?
Faço exercícios regularmente com um personal no Rio quando estou gravando. Tento equilibrar  minha dieta, tenho tentado substituir lactose por leite de arroz e comer menos à noite, mas um docinho é sempre um pecado que não consigo parar de cometer.
JD - Existe algum tipo de personagem que você gostaria de interpretar?
Sim.  Existem tantas mulheres que me interessam , ando pensando muito na Lou Salomé..quem sabe.
JD - O que te inspirou para escrever o livro infanto-juvenil “Sofia”? Pretende escrever outros para as crianças? E para adultos?
O nascimento da minha sobrinha Marina. Foi uma explosão de amor e eu achei que  seria uma boa idéia transformar um amor em livro..seguramente que adoraria escrever mais.
JD - Você acredita que poderá um dia atuar na área da filosofia?
 Adoraria. A vida é tanta... sou apaixonada por isso, tem um título de um livro que se chama “Mais Platão, menos Prozac” que eu gosto muito. Agora estou lendo um livro que se chama “O que Sócrates diria para Woody Allen”. Muito bom também.
JD - Como é a sua personagem Charlene? Você pode falar um pouquinho dela para nós?
Charlene é solar, independente e forte. Fala as verdades todas e não leva desaforo para casa. Mas acho que o amor, talvez o amor a desconserte um pouco...vamos ver..estou adorando vivê-la, aprendo muito com ela. Adoro texto da Adelaide eco Vincent, cabe bem na boca. Nos divertimos muito gravando e espero que o publico possa compartilhar dessa felicidade e desta estória.