A Escola dos Bárbaros

A Escola dos Bárbaros


Por Roberty Lauar
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Temos visto frequentemente no noticiário, a repetição da violência escolar onde alunos agridem professores e colegas, algumas vezes até se encontram portando armas e drogas. O pior é que percebemos que pais e filhos parecem achar que a escola não pode contrariar ou exigir desempenho. Percebe-se que a própria família não consegue impor limites aos filhos – às vezes nem os pais tem limites. A falta de disciplina nas escolas acaba refletindo uma sociedade que “Adota o prazer como ideal – para tal sociedade, o objetivo da civilização é se divertir sem limites”. Parece que a escola desistiu de conduzir o jovem à responsabilidade da vida madura. Muitos conteúdos extracurriculares oferecidos servem somente para matar o tempo dos jovens e este é um dos grandes problemas da escola no momento. Segundo Isabelle Stal e Françoise Thom, autoras do livro A Escola dos Bárbaros “É uma enganação afirmar que a inaptidão para expressar-se, que a ignorância crassa em história, em geografia, em literatura e a incapacidade em seguir um raciocínio elementar” sejam aceitos com facilidade, permitindo a “inclusão” de todos os alunos. Sob o pretexto de instaurar na escola a igualdade, o ensino é nivelado por baixo. As autoras afirmam que: “A ambição da igualdade a todo preço desencoraja o esforço de aprender, tipicamente individual”. Não se pode abandonar o ensino de conteúdo ou deixar que os alunos escolham o que querem aprender. Além dessa tese, as autoras criticam, com muita dureza, Pedagogos, Professores, Administradores, Sindicatos de Professores e a nova geração de pais. Os Sindicatos, especialmente, estão mais preocupados em defender a mediocridade e o corporativismo. Em geral, adotam como solução, o aumento dos orçamentos ou ações tecnológicas na escola. Isso sem falar nas “ideologias” que banalizam o ensino, como se o papel principal da Escola não fosse tirar o aluno da ignorância. O livro citado caro leitor, foi escrito pelas autoras de origem francesa em 1987, pode ser critico e até mesmo ácido. Pode até ser injusto com relação à importância de democratizar o acesso à educação, algo fundamental para diminuir as injustiças da sociedade. Mas ele é preciso ao defender a destruição de alguns paradigmas tão em moda no Brasil atualmente, como: - A qualidade inquestionável e universal do trabalho em grupo; a “postura critica” sobreposta à absorção de conhecimento; a frouxidão e a permissividade em vez da disciplina; a prioridade das atividades “sociais” em vez do estudo persistente e a ênfase nas metodologias em vez dos conteúdos.  Preste atenção nas advertências das autoras, escritas há 25 anos. Você acha que a banalização do ensino, favoreceu a implantação da escola dos bárbaros em nosso país?